No dia 30 de janeiro de 1969, os Beatles tocam pela última vez ao vivo
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No dia 30 de janeiro de 1969, os Beatles tocam pela última vez ao vivo

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Sem fazer shows desde 1966, os Beatles passaram a se dedicar ao estúdio, compondo suas músicas e tocando-as apenas em versões que seriam lançadas exclusivamente em disco, fazendo que a banda nunca mais precisasse subir num palco. Mas as tensões entre seus integrantes e alguns incidentes recentes — como a morte do empresário Brian Epstein, a má recepção do filme "Magical Mystery Tour", em 1967, e a falência de sua loja Apple, no ano seguinte — fez com que o grupo começasse a pensar em alternativas para se manter criativo. Uma delas culminou naquele que seria o último show dos Beatles, quando, no dia 30 de janeiro de 1969, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr tocaram juntos pela última vez no terraço de sua gravadora Apple, em Londres.

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EM 1962: Os Beatles são vítima do maior erro da história

Paul McCartney era o grande entusiasta daquele momento, quando vislumbrou a possibilidade de o grupo voltar a gostar de trabalhar junto. Era como uma volta às raízes, com os quatro tocando juntos músicas de quando ainda viviam em Liverpool ou nas temporadas que fizeram em Hamburgo, na Alemanha, no início dos anos 1960. Foi justamente este período que eles aprenderam, na marra, a importância e as tensões da convivência criativa em apresentações que duravam até dez horas, por seguidos dias durante a semana. 

Mas, naquela época, os Beatles eram adolescentes e esbanjavam energia sem se preocupar com as consequências (Lennon mais de uma vez saudou o público alemão com paródias de Adolf Hitler). Uma década depois de mudar a história da cultura ocidental, o grupo tinha ele mesmo mudado completamente: além de serem pessoas públicas, eram pais de família, com esposas e namoradas firmes, quase trintões mais preocupados com experiências estéticas, manifestações políticas e vida confortável do que em tocar com aqueles outros caras. 

O projeto de Paul, que seria um disco chamado "Get Back", faria os quatro voltarem ao estúdio para tocar ao mesmo tempo, coisa que havia se tornado pouco comum nas gravações do sucesso, o "Álbum Branco". A capa, inclusive, reproduziria a do primeiro disco da banda, com os quatro olhando para baixo na varanda interna do prédio EMI House, só que cabeludos, coloridos e com barbas e bigodes. Passaram um mês inteiro no estúdio e a ideia do projeto se transformar em um filme trouxe mais gente (câmeras, assistentes de direção) e equipamento para um lugar onde os quatro já não se sentiam mais confortáveis. 

Durante o mês de janeiro de 1969, os Beatles revisitaram o repertório que tocavam dez anos antes — de velhos rocks a músicas populares na época, como a latina "Besame Mucho", até canções próprias que haviam sido esquecidas por eles, como "One After 909". Mas a nostalgia apenas disfarçava a tensão inerente do grupo, que chegou ao cúmulo com a saída de George Harrison da banda, no meio do mês. Conseguiram se reconciliar e encerraram aquele período com um show inédito: tocando músicas completamente novas por quase 40 minutos para o público londrino.

O show aconteceu no topo do escritório da Apple em Londres, na rua Saville Row, quando os quatro foram acompanhados pelo tecladista Billy Preston e tocaram músicas que os transeuntes nunca haviam ouvido na vida: "Get Back", "I Want You (She's So Heavy)", "Don't Let Me Down", "I've Got a Feeling", "One After 909" e "Dig a Pony". As faixas foram tocadas pela primeira vez fora do círculo dos Beatles, algumas delas mais de uma vez. Estas canções marcariam o fim dos Beatles e encerrariam o projeto "Get Back", que daria espaço para o último disco dos Beatles de fato, "Abbey Road", lançado no fim daquele mesmo ano. As gravações daquele janeiro de 1969 surgiriam com o filme "Let it Be", que também acompanhava o último disco de mesmo nome que os Beatles lançaram oficialmente, com pós-produção de Phil Spector, que só saiu após o fim da banda, no meio de 1970.

30 de janeiro de 1973: A primeira vez 

O grupo formado por Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss resolve trocar seu nome antes de sua apresentação no Popcorn Club, no subúrbio de Nova York, nos Estados Unidos. Eles deixaram de se chamar Wicked Lester e subiram com os rostos pintados — as pinturas mudaram com o tempo —, mas já traziam a força que os carregaria nos anos seguintes: era o primeiro show do Kiss.

Quem nasceu

1912 — Herivelto Martins, compositor brasileiro (m. 1992)

1942 — Martyn Balin, cantor e compositor do grupo norte-americano Jefferson Airplane 

1949 — William King, trompetista do grupo norte-americano The Commodores 

1951 — Phil Collins, baterista do grupo Genesis, além de cantor e compositor 

1959 — Mark Eitzel, guitarrista, cantor e compositor, ex-integrante do grupo indie norte-americano American Music Club 

1961 — Jody Watley, cantora inglesa 

1965 — Marcelo Bonfá, baterista do grupo brasiliense Legião Urbana

Quem morreu

1980 — Professor Longhair, bluesman norte-americano (n. 1918)

1982 — Lightnin' Hopkins, bluesman norte-americano (n. 1912)

2013 — Patty Andrews, cantora principal do grupo The Andrews Sisters (n. 1918)

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