O que todo artista precisa saber antes de assinar com uma gravadora em 2019
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O que todo artista precisa saber antes de assinar com uma gravadora em 2019

Em tempos de streaming — e de artistas independentes como Chance The Rapper, que bradam liberdade com relação a gravadoras —, artistas que almejam uma carreira de sucesso costumam se perguntar: “eu preciso de um contrato com uma gravadora?” A resposta não é objetiva. Na realidade, tudo depende de uma série de variáveis que avaliam recursos financeiros, performance e influência no meio.

Seja na carreira solo ou em grupo, se você é um desses músicos, aqui vão algumas dicas que podem te ajudar na hora de planejar o que fazer da sua carreira:

Assinar com uma gravadora ainda é algo que os artistas devem desejar?

Depende da situação do artista. Há duas formas de ser independente. A primeira delas é fazendo tudo você mesmo, do zero, sem qualquer tipo de suporte. Todos os recursos vêm do seu bolso e para lá vão. A segunda forma é fazer um trabalho por meio de um selo também independente — que é basicamente igual a uma grande gravadora, com a diferença de que ela leva uma porção menor do seu dinheiro.

A grande questão ao assinar com uma gravadora será a sua bagagem. Se você já tem uma música em andamento, um projeto, se está fazendo shows... Tudo isso conta na hora da gravadora decidir o quanto ela vai investir em você. Fazer um acordo comercial é como comprar uma casa: o preço varia de acordo com a localização e outras variáveis.

A decisão cabe a você e no planejamento que você quer para a carreira. Mas sempre bom lembrar: antes de assinar qualquer contrato, é bom ter uma advogado para ajudar com orientações jurídicas.

Chance The Rapper se orgulha de ser independente até hoje. Será que o caminho é bom para todo mundo? / Foto: Getty Images
Chance The Rapper se orgulha de ser independente até hoje. Será que o caminho é bom para todo mundo? / Foto: Getty Images

O que, afinal, significa fazer um acordo 360º?

O resumo do resumo: significa que a companhia tem direito a uma porcentagem de todas as suas fontes de renda adicionais. Fez um acordo com uma marca de sapatos? A gravadora leva uma parcela do dinheiro. Esgotou shows por aí? A gravadora leva parte dos seus lucros. E assim vai: ela ganha parte do dinheiro de

Quais são os principais termos que os artistas devem atentar?

“Duração do contrato” e “propriedade de direitos autorais" são alguns dos pontos importantes que você precisar pensar

O quanto as métricas de rede social importam?

Para Connor Lawrence, da Indify, os números até importam, mas "números sem cultura não têm sentido". Mas as gravadoras observam, sim, que tipo de reação determinado artista provoca na internet, mesmo que entre seus fãs. Qual potencial ele tem ali? Como aquela influência digital pode ser importante para consolidar um artista por dez, 20 anos? "Eles querem um artista que vai continuar engajando e rendendo dinheiro com sua música e conteúdo daqui a duas décadas", diz, em entrevista à "Okayplayer".

Número de redes sociais importam, mas não de forma aleatória / Foto: Unsplash
Número de redes sociais importam, mas não de forma aleatória / Foto: Unsplash

O que os artistas devem fazer antes de uma gravadora entrar no jogo?

É importante que você aja "no seu território". Construir uma base de fãs, por menor e mais regional que seja, é sempre importante na consolidação de quem você vai se tornar enquanto artista. Daí em diante, saber lidar com seu marketing pessoal também é fundamental. Para Connor, alguns artistas são melhores em fazer o próprio nome circular do que muitas empresas contratadas para isso.

"Artistas e millennials entendem de redes sociais e sabem manipulá-las. Você vai ao YouTube e vê esses canais com milhões de seguidores. Muitos deles são frutos de experimentação e testes", reflete Connor.

É importante criar uma estratégia online e se apropriar das plataformas gratuitas de divulgação. As playlists de streamings, por exemplo, têm sido um alvo de muitos iniciantes.

Quais são os principais tipos de acordos?

Rebecca Dimplez, da americana A&R e que já atuou na Capitol Records, explica, também para a “Okayplayer”, que o mais comum dos contratos têm sido aqueles que envolvem a produção de um único álbum. Se o projeto for bem sucedido, a empresa tem a opção de renegociar os termos pré-acordados.

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