'Open Your Heart': a incrível história do hit de Madonna que chegou clandestinamente à cantora
Entretenimento

'Open Your Heart': a incrível história do hit de Madonna que chegou clandestinamente à cantora

Publicidade

Enquanto o novo álbum de Madonna, “Madame X” chega ao nº1  da Billboard, o veículo especializado nas paradas de sucessos musicais ouviu a história mais do que inusitada de uma canção que também chegou ao seu topo, há 32 anos. Foi em 1987, ano seguinte a ser incluída em “True Blue”, que viria a ganhar sete vezes o disco de platina nos EUA,  vendendo 7 milhões desde então.

SAIBA MAIS: 'Madame X' é um álbum e uma persona

VEJA TAMBÉM: 'Like a Virgin', outro clássico de Madonna

Lançada como single, “Open Your Heart” também chegou ao topo da parada da Billboard. O podcast Chart Beat, da publicação americana, entrevistou o compositor Peter Rafelson, que trouxe à tona uma singularíssima história sobre a origem do sucesso: ele infiltrou sua canção em uma fita demo que viria a ser mostrada à cantora e, depois, precisou correr atrás para ter a autoria reconhecida.

Madonna no clipe 'Open Your Heart'/Reprodução
Madonna no clipe 'Open Your Heart'/Reprodução

A história de “Open Your Heart”, inicialmente uma música mais para o rock, que Peter sonhava em ver gravado por Cindy Lauper, é tão bizarra que começa com uma batida de carro em frente à casa onde ele vivia — e onde estava gravando uma demo. “Era um dos primeiros sintetizadores com programação, mas não chegava a ser um home studio, nem havia computador”, lembra ele, que, em meados dos anos anos 1980, ainda não tinha grande entrada na indústria musical. 

Vesti uma máscara de esqui [algo como uma touca ninja] e invadi o estúdio à noite. Com meu walkman, passei a demo da minha música para a fita que eles haviam selecionado, com músicas de compositores ligados ao estúdio

“Ouvi um barulho horrível de batida de carro e saí para ver se o cara estava bem”, relembra Peter. Aparentemente, não havia nenhum grande problema — e, talvez, uma solução. “Começamos a conversar e eu disse que estava trabalhando em uma canção para a Cindy Lauper, no que ele respondeu ‘eu sei como fazer essa música chegar à Cindy Lauper, se você me incluir como coautor’. Concordei, porque queria muito que ela gravasse. Ele não conseguiu; em vez disso, me arranjou espaço em um estúdio de gravação, um dos poucos que não pertenciam a uma grande gravadora.”

“Passei o ano seguinte trabalhando nessa demo”, lembra Peter. Quando soube que sua música não entraria em uma fita demo que o estúdio mostraria para artistas em busca de canções, radicalizou. “Vesti uma máscara de esqui [algo como uma touca ninja] e invadi o estúdio à noite. Com meu walkman, passei a demo da minha música para a fita que eles haviam selecionado, com músicas de compositores ligados ao estúdio.”

Peter Rafelson pensava em 'Open Your Heart' para Cindy Lauper
Peter Rafelson pensava em 'Open Your Heart' para Cindy Lauper

Peter Rafelson não escreveu nada no encarte da fita. “Havia quatro músicas creditadas. A quinta, não creditada era ‘Open Your Heart’”, diverte-se o compositor que, um tempo depois, hesitou quando um amigo quis lhe mostrar a música que Madonna havia selecionado, de compositores ligados ao mesmo estúdio.

“Ele apertou o play e eu me arregalei ‘é a minha canção!’”. Depois de pensar no que fazer, Peter tomou coragem e entrou em contato com os advogados de Madonna, que, em princípio duvidaram, ‘afinal, não havia nada escrito sobre quem escrevera a música - e eu a havia infiltrado na fita em um ato criminoso”, ri. Pesando prós e contras, resolveu se arriscar e perguntou “como a canção não é minha, se é a minha voz na demo?”. 

O compositor convenceu-os, após cantar junto com a demo - e ameaçar empastelar o lançamento de “True Blue”, se não fosse creditado. Não havia mais dúvida, a voz era dele mesmo e qualquer exame de perícia em juízo demonstraria isso. Peter Rafelson não conseguiu assinar “Open Your Heart” sozinho, entretanto. Ele dividiu os créditos com a própria Madonna e  Gardner Cole - um dos compositores "da casa", ele teve três outras músicas apresentadas à produção da cantora; ironicamente, nenhuma foi escolhida.

“Não tem problema. Fiquei feliz que minha música tenha sido uma gravação que vendeu… milhões de cópias”, conta Peter, hoje com 58 anos. “Gardner é um bom compositor e acho que eles até a melhoraram”, concede. 

Questionado sobre que versos Gardner e Madonna escreveram, entretanto, ele diz que “não foi uma grande mudança. Uma parte no refrão, ‘you turn the key’, talvez algo mais”.

Publicidade

Relacionados

Canais Especiais

Ícone do FacebookÍcone do TwitterÍcone do InstagramÍcone do YoutubeÍcone do DeezerÍcone do SpotifyÍcone do Pinterest