'Ópera Android': projeto de música clássica é conduzido por um robô japonês
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'Ópera Android': projeto de música clássica é conduzido por um robô japonês

O ano é 2019 e robôs conseguem conduzir uma orquestra. Achou loucura ou papo de ficção científica? Não, não é. De fato, já é possível comprar ingressos para assistir a apresentações de ópera na qual o maestro é um androide com alguma semelhança com humanos. Um dos projetos do tipo no mundo, senão o único, é o "Ópera Android". É nele que trabalha o condutor Alter 3, criado em uma parceria de pesquisadores das Universidades de Osaka e Tóquio, no Japão.

Hiroshi Ishiguro (robótica) e Takashi Ikegami (inteligência artificial) demoraram quatro anos para concluir o Alter 3. Ele se diferencia dos outros robôs do tipo pois gera movimentos de forma autônoma. "Queremos desenvolver ainda mais projetos de realidade virtual que permitam experiências incomuns, como utilizar androides em atividades humanas", disse Hiroshi à "Billboard". "Nosso intuito é também criar coisas que sirvam para unir as pessoas".

O robô japonês mal foi lançado e já está com a agenda cheia até agosto deste ano. Em março, ele foi apresentado em uma feira de tecnologia em Düsseldorf, na Alemanha, e a partir de maio ficará exposto na exposição "AI: More Than Human", no Barbican Center, em Londres.

Em 2020, finalmente, o Alter 3 conduzirá sua primeira ópera, no Novo Teatro Nacional de Tóquio. A apresentação está sendo produzida pelo diretor artístico Kazushi Ono. Keiichiro Shibuya está cuidando da música, enquanto o roteirista Masahiko Shimada está desenvolvendo o roteiro.

A história da ópera se baseia em uma jornada liderada pelo Alter 3, que contará com um coral infantil, cantores de ópera, a orquestra filarmônica da Tóquio e uma companhia de balé.

Assista abaixo o seu desempenho como maestro:

Além da parceria entre as Universidades de Osaka e Tóquio, também colaborou com o projeto a Warner Music japonesa. Takehito Masui, um representante do selo, acredita que é um "dever" apresentar novas formas de comunicação para os humanos que não seja a troca natural entre eles. "As pessoas precisam consumir esse novo tipo de entretenimento. Ele é uma experiência única", afirmou ele.

O Alter 3 é o modelo mais moderno desse tipo de robô desenvolvido pela dupla de pesquisadores. Em breve, ele substituirá seu "irmão mais velho", o Alter 2, que esteve em turnê com o espetáculo "Scary Beauty".

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