Orquestra pop: Petrobras Sinfônica já tocou 'Ventura', 'Thriller' e agora o 'Dark Side of The Moon'
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Orquestra pop: Petrobras Sinfônica já tocou 'Ventura', 'Thriller' e agora o 'Dark Side of The Moon'

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A música clássica é pop. Rock. E heavy metal. Nas mãos dos músicos da Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes) — conduzida pelo maestro Isaac Karabtchevsky e que tem como um dos spallas o violinista Felipe Prazeres —,  clássicos da cultura fonográfica contemporânea são revisitados com toda beleza e sincronia que arranjos orquestrados com muito cuidado podem proporcionar. Fundado há 46 anos por Armando Prazeres, o grupo musical tem se especializado em popularizar a música clássica, levando ao público um repertório conhecido de trilhas sonoras de filmes e projetos reverenciados de diferentes gêneros musicais.

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Em uma dessas iniciativas é que foi criada a série "Álbuns", que este ano traz o clássico do Pink Floyd "Dark Side of the Moon" no repertório. Com as três datas de apresentações no Rio de Janeiro (8,9 e 15 de novembro) esgotadas há meses, a orquestra voltará a apresentar o concerto inspirado na obra no dia 3 de fevereiro, na Jeunesse Arena, na Barra da Tijuca. 

A versão sinfônica para um dos discos mais vendidos na História é a terceira de uma sequência que já teve "Thriller", de Michael Jackson, e "Ventura", de Los Hermanos. "Escolhemos grandes álbuns que tenham marcado a história e que tenham muitos hits. A partir disso, ouvimos muita música e construímos um traçado que faça sentido dentro do que apresentamos em toda a temporada", explica o diretor-executivo da orquestra, Mateus Simões.  Com as três datas no Rio esgotadas, a Orquestra volta a apresentar o concerto do "Dark Side of the Moon" para os cariocas no dia 3 de fevereiro, na Jeunesse Arena, na Barra da Tijuca. 

Tem algo que é nossa primeira regra: a gente obedece e respeita a obra do artista. Não inventamos, não colocamos refrão a mais, não esticamos versos

A escolha do próximo ano já foi anunciada. Depois de caminhar pelo rock nacional de Los Hermanos, pelo pop de Michael e pelo rock da banda de Roger Waters, a orquestra irá com o heavy metal do Metallica e vai interpretar o álbum homônimo do grupo, conhecido popularmente como "Black Album". A escolha de repertórios populares é também uma tentativa de apresentar a música clássica para quem não tem intimidade com ela. 

"A experiência desde o início — que foi com "A Arca de Noé", o "Concerto Secreto" e com o "Ventura Sinfônico" — sempre foi positiva. Nós tivemos um retorno imediato do público. Esgotamos duas sessões no João Caetano (teatro localizado no Rio de Janeiro, onde a orquestra apresentou o álbum da banda de rock) em menos de 30 minutos. A partir do momento que a gente começou a reparar que os trabalhos populares feitos de uma maneira conceitual e com boas parcerias e com cuidado com os arranjos, esses concertos funcionavam, o que motivou bastante a gente a aumentar o leque nos últimos anos", afirma Mateus. 

"Tem algo que é nossa primeira regra: a gente obedece e respeita a obra do artista. Não inventamos, não colocamos refrão a mais, não esticamos versos. Fazemos exatamente como o artista gravou, do início ao fim".

Ele conta que recebe dezenas de mensagens de pessoas contando que se aproximaram da música clássica graças a um dos projetos da Opes. "Tem gente que vai até no meu LinkedIn falar", comenta, bem-humorado, o diretor. Os concertos são, para muitos, um primeiro contato com orquestras sinfônicas. Certa vez, Mateus conta, que foi abordado por dois jovens que estão em todos os concertos da orquestra. Empolgados, eles ficaram tentando adivinhar qual seria o próximo trabalho do grupo.

No ano que vem, além de Metallica, a Orquestra já confirmou uma turnê com o cantor Nando Reis, parte da série "Convidados". Os próximos planos ainda não estão fechados, mas Mateus dá algumas dicas: "Entre os artistas que passam pela nossa cabeça temos Novos Baianos, AC/DC, Mutantes, Guns N' Roses, Red Hot Chili Peppers, O Rappa, Paralamas do Sucesso... São nomes que sempre estão na agulha". 

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