Orquestra Sinfônica Brasileira apresenta espetáculo dedicado a compositoras
Entretenimento

Orquestra Sinfônica Brasileira apresenta espetáculo dedicado a compositoras

Publicidade

O Dia Internacional da Mulher é "comemorado" no dia 8 de março e, mais uma vez, foi marcado por manifestações de resistência e luta por direitos iguais em diversas cidades brasileiras e estrangeiras. Para além das tradicionais passeatas, houve homenagens em celebração de trabalhos femininos, como a feita pela Orquestra Sinfônica Brasileira. O grupo apresenta um concerto dedicado apenas a compositoras mulheres no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O espetáculo faz parte da série “Em Foco”, que celebra a diversidade.

HUMINUTINHO: Por que o maestro é tão importante dentro de uma orquestra?

LEIA MAIS: 7 instrumentos de uma orquestra que talvez você não conheça

O programa, escolhido pela direção artística da OSB, tem como foco obras dos séculos XVIII e XIX, os de compositoras como a brasileira Chiquinha Gonzaga, a britânica Ethel Smyth, a francesa Louise Farrenc, a alemã Fanny Mendelssohn Hensel e a austríaca Marianna Martines

Outro diferencial do espetáculo é que ele traz uma regente mulher estreante: trata-se de Priscila Bomfim, maestrina assistente do Municipal. Ao jornal "O Globo", ela falou que se sente honrada por assumir a orquestra pela primeira vez. "É uma sensação de muita responsabilidade", admitiu ela. "É uma orquestra a que sempre assisti, admirei e que já teve grandes maestros. Nos ensaios, o trabalho está sendo ótimo".

Durante os ensaios e o todo o processo até a apresentação, que acontece no dia 26 de março, Priscilla revelou que ficou mais íntima da história dessas compositoras pioneiras. "É maravilhoso saber que elas também foram mulheres influentes. A Ethel foi líder do movimento das Sufragistas no Reino Unido, foi presa. A Chiquinha enfrentou muito preconceito, a Fanny teve a carreira quase interrompida em detrimento da de seu irmão. Fiquei encantada", explicou.

Sobre a falta de espaço das mulheres no ambiente da música clássica, a maestrina — e também pianistas — mostrou-se otimista e afirmou que, cada vez mais, "as mulheres estão ocupando lugares de destaque". "A mudança não é só em relação às maestrinas, mas no meio musical geral das orquestras", disse Priscilla. "A Marin Alsop (regente titular da Osesp), por exemplo, é pioneira. E grande inspiração".

Publicidade

Relacionados

Canais Especiais

Ícone do FacebookÍcone do TwitterÍcone do InstagramÍcone do YoutubeÍcone do DeezerÍcone do SpotifyÍcone do Pinterest