Os 5 shows mais marcantes do Super Bowl (e os 5 mais polêmicos)
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Os 5 shows mais marcantes do Super Bowl (e os 5 mais polêmicos)

Os fãs de futebol podem não perceber, mas muitos americanos vão ao Super Bowl pelo "seven-layer dip" (aperitivo típico da culinária tex-mex), pelas bebidas e, lógico, pelos famosos shows do intervalo, televisionado para milhões de espectadores nos Estados Unidos. Por décadas, o programa apresentou uma ou duas bandas de colégios e uma ou outra performance de Andy Williams e da Up With People, mas tudo isso mudou em 1993. Esse é o ano em que Michael Jackson transformou o show do intervalo do Super Bowl num programa obrigatório.

Desde que Jackson criou o show de intervalo como é o formato atual, o Super Bowl passou por diversas modas — os anos da MTV, o 'Nipplegate' (escândalo por causa da exposição acidental do mamilo) de Janet Jackson e o renascimento do rock clássico.A 54ª edição acontece domingo (2/2) e, para um aquecimento, o site Vulture listou todos os shows de intervalo do Super Bowl desde 1993, do pior para o melhor. Aqui, separamos os cinco mais clássicos e os cinco mais polêmicos:

Os 5 mais clássicos

5. Katy Perry, Lenny Kravitz e Missy Elliott (2015)

Graças às artimanhas inesquecíveis e memoráveis do “Left Shark” (o dançarino vestido de tubarão à esquerda de Kate Perry), essa apresentação vem sendo lembrada sempre. E realmente foi um encanto ver, até pelo engenho técnico envolvido. Katy chega em cima de um leão gigante enquanto canta "Roar", e acaba sendo arrastada pelo céu cantando "Firework". Havia muito o que curtir, como a apresentação de Missy Elliott, mas o que ficou foi a mensagem que Katy enviou: no Super Bowl, é legal compartilhar os holofotes.

4. Aerosmith, NSYNC, Britney Spears, Mary J. Blige e Nelly (2001)

Pelos padrões de hoje, Justin Timberlake e o resto do NSYNC fazendo “Bye Bye Bye” enquanto Steven Tyler arrasa corações com “I Don’t Want To Miss A Thing” pode não parecer revolucionário — especialmente considerando as roupas metálicas datadas. Mas foi essa a impressão que esse apresentação deixou, principalmente por ter sido o primeiro em que os fãs puderam ficar no campo ao redor do palco. A interação, que desde então se tornou um item básico nos shows de intervalo do Super Bowl, trouxe uma energia totalmente nova. Quando as convidadas surpresas Britney Spears, Mary J. Blige e Nelly saíram para um final emocionante com "Walk This Way", os caras mais velhos que amam o Aerosmith e suas filhas adolescentes piraram junto.

3. Beyoncé e Destiny's Child (2013)

A produção de 2013 foi extravagante, com figurinos totalmente pretos e uma estética de uma sofisticação que outros artistas tentam, mas não conseguem imitar. No repertório, teve "Crazy in Love", "Baby Boy" e até "Halo" como um final arrasador. O palco foi feito para parecer dois perfis, um frente ao outro, enquanto uma imagem gigante de Beyoncé queimava acima dele. Uma performance avassaladora, sem uma única troca de roupa. Os únicos convidados foram suas ex-colegas da Destiny's Child, que juntas cantaram "Single Ladies". Beyoncé e só mulheres artistas naquele palco — uma mudança admirável e uma mensagem poderosa.

2. Diana Ross (1996)

Diana Ross era uma escolha segura para o Super Bowl XXX, mas apenas uma diva de sua magnitude poderia conseguir um desempenho tão impressionante. Começou com ela em cima de uma plataforma brilhante, que ia descendo devagar enquanto cantava um medley de seus clássicos da fase com as Supremes, como "Baby Love" e "Stop In The Name of Love", com dançarinos de smoking ao seu redor. Mas Diana mudava de roupa a cada música. E a capa de ouro gigante dela foi lentamente envolvendo todo o palco enquanto a cantora subia três andares cantando “Ain’t No Mountain High Enough”. E então um helicóptero pousou no meio do campo. Diana entou, acenou para a multidão e depois voou, sentada na beira do helicóptero. Impossível superar isso.

1. Prince (2007)

Prince fez o melhor desempenho de todos no intervalo do Super Bowl. O show não foi o mais extravagante, mas ainda hoje emociona. No meio de um palco moldado com o símbolo "Artista anteriormente conhecido como Prince", ele abriu com as notas de "We Will Rock You" do Queen antes de mudar para "Let's Go Crazy". Em seguida, a banda da Florida A&M University juntou-se a um novo arranjo de “Baby I’m a Star”. Essa jornada musical percorreu covers de “Proud Mary” e “All Along the Watchtower” antes de terminar com a gigantesca silhueta iluminada de Prince enquanto ele arrasava no solo de guitarra de “Purple Rain”. E ele fez tudo sob uma chuva torrencial. Mais uma vez, quem poderia superar isso?

Os 5 mais polêmicos

5. Janet Jackson, Justin Timberlake, Jessica Simpson, Kid Rock, Nelly e P. Diddy (2004)

Qualquer que fosse a explicação desse espetáculo, a ideia passava por um conceito: excesso. Janet correndo com inúmeros dançarinos em um palco que parecia construído para lo Cirque du Soleil; Diddy subindo em uma plataforma em movimento através de um mar de fumaça, Nelly em um carro vermelho gigante para cantar “Hot in Here” e Kid Rock, de alguma maneira, conseguiu usar quatro roupas embaraçosas (incluindo um poncho feito de uma bandeira americana). Ah, claro, teve um incidente que ficou famoso: Justin arrancou a roupa de Janet, deixando seu seio à mostra. Mas, sim, foi um show muito bom.

4. Dan Aykroyd, John Goodman, James Belushi, ZZ Top e James Brown (1997)

Como o jogo foi em Nova Orleans, talvez o tema fizesse sentido. Mas deixaram o ator Jim Belushi cantar "Soul Man" e "Gimme Some Lovin". Era como assistir um tio no karaokê, exceto que havia toneladas de garotas com roupas minúsculas girando em todos os lugares, enquanto uma banda soletrava palavras no campo e a pirotecnia explodia. Então o ZZ Top tocou “Legs” enquanto os dançarinos deitavam de costas e exibiam suas... claro, pernas. Mesmo com a presença de James Brown, esse show de intervalo precisava podia ter sido muito, muito mais.

3. Gloria Estefan, Stevie Wonder e Big Bad Voodoo Daddy (1999)

Sim, o pouco lembrado Big Bad Voodoo Daddy tocou no Super Bowl e nunca seremos capazes de tirar isso deles. Mas esse foi demais. Gloria Estefan arrasou, é claro, e Stevie Wonder foi ótimo. Pena que a mixagem de som ficou ruim o tempo todo. Dois grandes nomes de todos os tempos desperdiçados em um espetáculo vão.

2. Patti Labelle, Tony Bennett, Arturo Sandoval, Teddy Pendergrass e Miami Sound Machine (1995)

Esse foi mais um quadro do Saturday Night Live do que um show de intervalo. Tinha cobras tocando bateria, camponeses fazendo oferendas aos deuses, Indiana Jones voando, um ritual satânico envolvendo o troféu do Super Bowl, pessoas sobre palafitas, Patti LaBelle vestida como uma deusa demoníaca de lantejoulas, multidões de dançarinos sem camisa, um ninja em chamas e Tony Bennett cantando uma velha canção. Um dos poucos shows produzidos pela Disney, para o bem e para o mal.

1. Michael Jackson (1993)

Só porque você é o primeiro, não significa que você faz melhor. As redes ainda não haviam descoberto como transmitir um programa de intervalo. É difícil ouvir a música durante toda a apresentação (que durou três minutos antes de uma nota ser tocada), houve uma pausa comercial no meio do show e o jogo foi na Califórnia, por isso não estava escuro. Além disso, a produção foi constrangedora. Em vez de apenas músicas de sua carreira, cantou “We Are the World” com um coral infantil, depois fez “Heal the World” enquanto um enorme globo era inflado no meio do palco. Claro, ele também cantou "Billie Jean" e fez o moonwalk, mas para o showman que era, Michael Jackson poderia ter feito muito mais.

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