Otis Williams, o último dos Temptations, fala sobre o 'dark side' do grupo, que segue inspirando fãs e artistas
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Otis Williams, o último dos Temptations, fala sobre o 'dark side' do grupo, que segue inspirando fãs e artistas

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Otis Williams, de 77 anos, é o único membro original remanescente dos Temptations, que continua a fazer turnês até hoje, inspirando um musical em cartaz na Inglaterra, "Ain't Too Proud" e um filme, ainda em produção. O grupo, fundado em 1960, tinha, em sua primeira formação, os músicos Elbridge "Al" Bryant, Melvin Franklin, Eddie Kendricks e Paul Williams, além de, claro, Otis. Ao longo dos anos, no entanto, muitos outros artistas vieram a integrar o quinteto. No total, foram 26.

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Ao todo, os Temptations emplacaram 14 músicas no topo da parada de singles R&B (incluindo clássicos como "My Girl", "The Way You Do the Things You Do", "Cloud Nine", "Papa Was a Rolling Stone" e "Get Ready") e foram decisivos para construir o monolito Motown. Em entrevista ao "Guardian", o barítono, apelidado de Big Daddy, contou que tem em sua casa uma pintura, feita por um amigo, com (quase) todos os cantores que passaram pelos Temptations. "Fico olhando para ela e pensando como eu lidei com essas 24 personalidades por todo esse tempo", diz, apontando os principais problemas dos artistas que passaram pelo grupo. "Ego, drogas e mulheres."

Os Temptations em uma apresentação no programa 'Top of the Pops', da BBC, em março de 1972Getty Images
Os Temptations em uma apresentação no programa 'Top of the Pops', da BBC, em março de 1972Getty Images

"Sempre digo às pessoas que o mundo amava os Temptations, mas os Temptations não se amavam. As drogas entraram em ação e, uma vez que isso aconteceu, sonhos e aspirações se fragmentaram. Sou grato a Deus por ter passado livre de tudo isso", afirmou Otis.

E ele está certo. Dos cinco fundadores do grupo, ele é, sem dúvidas, o mais sortudo. Paul cometeu suicídio em 1973, Bryant sucumbiu ao alcoolismo em 1975, Franklin e Kendricks faleceram após lutarem contra uma série de doenças nos anos 1990. Ruffin, por sua vez, morreu após uma overdose de cocaína em 1991. 

"Apesar de todas essas tragédias, sei que nossa música sobreviverá para sempre. Continuaremos a ser amados de uma forma que nunca imaginei que pudéssemos ser", finaliza.

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