Ouça a música feita pela Nasa ao traduzir imagens espaciais feitas pelo Hubble
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Ouça a música feita pela Nasa ao traduzir imagens espaciais feitas pelo Hubble

Lançado ao espaço, há 30 anos, o telescópio espacial Hubble virou cultura pop faz tempo: já apareceu em episódios de "Star Trek" e "The Big Bang Theory", gerou o impactante documentário "Hubble" em 2010, virou estampa de camisetas e outros objetos. Agora, ele também é música; ou melhor, ajudou a produzir música. A Nasa conseguiu transformar uma foto feita pelo Hubble em composição com ritmo, melodia e harmonia.

O telescópio Hubble foi projetado para durar 15 anos, mas três décadas depois, segue orbitando a Terra 15 vezes por dia a 340 milhas de distância. Já são quase 1,4 milhão de imagens e registros feitos pelo equipamento alimentado por painéis solares. "Muita coisa surpreendente e histórica: imagens de nebulosas mostrando todas nuvens de gás e poeira rodopiando, estrelas recém-nascidas e de galáxias que nunca foram vistas antes", enumera o astrônomo Dean Regas, do Observatório de Cincinnati, à "Cincinnatti Public Radio".

O telescópio espacial Hubble foi lançado na órbita da Terra em 1990. Foto: Getty Images
O telescópio espacial Hubble foi lançado na órbita da Terra em 1990. Foto: Getty Images

Uma dessas imagens, registrada pela Advanced Camera for Surveys e pela Wide-Field Camera 3 do Hubble em agosto de 2018, ganhou outra interpretação. A Nasa, que chama a imagem de "baú do tesouro galáctico" por causa do número de galáxias espalhadas por ela, conseguiu transformá-la em uma composição musical.

"Cada grão visível de uma galáxia abriga inúmeras estrelas. Algumas estrelas mais próximas brilham intensamente em primeiro plano, enquanto um imenso aglomerado de galáxias se aninha no centro da imagem; uma imensa coleção de talvez milhares de galáxias, todas mantidas juntas pela força implacável da gravidade", explica a agência espacial sobre o que se vê na imagem.

A equipe de cientistas que criou a imagem sonorizada diz que os diferentes locais e elementos da imagem produzem sons diferentes. Estrelas e galáxias compactas são representadas por sons curtos e simples e galáxias em espiral têm notas mais complexas e longas. "O tempo flui da esquerda para a direita e a frequência do som muda de baixo para cima, variando de 30 a 1.000 hertz", explicou a Nasa nos comentários que acompanham o vídeo.

O som é mais interessante perto do meio, quando atinge um aglomerado de galáxias chamado RXC J0142.9 + 4438. "A maior densidade de galáxias perto do centro da imagem resulta em um aumento de tons de médio alcance no meio do vídeo", justifica a equipe.

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