'Our Music, My Body': Iniciativa feminista quer acabar com o assédio em festivais
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'Our Music, My Body': Iniciativa feminista quer acabar com o assédio em festivais

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Em um dos mais conhecidos festivais dos EUA, o Coachella, a repórter Vera Papisova decidiu conversar com todo tipo de garota que passasse pela sua frente. Ao abordá-las, ela perguntava se, por acaso, foram vítimas de assédio sexual e, em último caso, estupro, durante o evento. Das 54 mulheres entrevistadas pela jornalista, todas (absolutamente todas!) sofreram algum tipo de intervenção indesejada do sexo oposto — incluindo a própria Vera. 

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"Fiquei dez horas cobrindo o festival e pegaram em alguma parte do meu corpo ao menos 22 vezes", escreveu ela em sua matéria para a "Teen Vogue". 

Um estudo publicado pelo governo britânico descobriu que 43% das garotas abaixo de 40 anos foram vítimas de algum tipo de assédio sexual durante festivais de música. Desse total, apenas 7% comunicou à equipe do evento sobre o episódio, e apenas 2% decidiu levar o caso até a polícia. Pensando em resolver esse (grave!) problema, a educadora Maggie Arthur criou o projeto "Our Music, My Body", uma espécie de campanha de conscientização que começou a ser feita em Chicago, em 2016. 

Uma das voluntárias do projeto "Our Music, My Body" em uma das tendas montadas em festivais de música/Reprodução/Instagram
Uma das voluntárias do projeto "Our Music, My Body" em uma das tendas montadas em festivais de música/Reprodução/Instagram

Desde então, ela e sua equipe montam uma tenda em diversos festivais ao redor do mundo e distribuem bottons, camisetas, bolsas e cartazes, a preços acessíveis, com mensagens incentivando o consentimento entre os frequentadores dos eventos, sejam do mesmo sexo, ou do sexo oposto. 

"Nossa ideia é trabalhar junto das pessoas e criar uma sociedade que valorize o consentimento, a prestação de contas e o apoio mútuo", disse Maggie. "A maneira como abordamos esse assunto tem funcionado, porque reconhecemos que todos têm um papel importante na luta pelo da fim da cultura do estupro".

Garotas seguram faixas com mensagens como 'Consentimento importa' e 'Não estou segurando essa placa para você vir falar comigo'/Reprodução/Instagram
Garotas seguram faixas com mensagens como 'Consentimento importa' e 'Não estou segurando essa placa para você vir falar comigo'/Reprodução/Instagram

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