Ouvir música durante exercícios pode ajudar a evitar a fadiga
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Ouvir música durante exercícios pode ajudar a evitar a fadiga

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 O carteiro Jaiminho, do seriado mexicano “Chaves”, com certeza deveria colocar fones de ouvido antes de andar de bicicleta. Isso porque, segundo Marcelo Bigliassi, pesquisador da Brunel University London, música auxilia na diminuição da sensação de fadiga.

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No estudo publicado no “International Journal of Psychophysiology”, 19 adultos saudáveis se deitaram em uma scanner de ressonância magnética e se exercitaram usando um anel de aperto para as mãos (como esses). Durante as séries de exercícios, os participantes ouviram “I Heard It Through The Grapevine”, da banda americana Creedence Clearwater Revival.

Bigliassi e seus colegas descobriram que a presença da música estava associada a um maior entusiasmo durante o exercício, junto a um aumento de pensamentos não-relacionados à tarefa. “A música é um estímulo auditivo muito poderoso e pode ser usada para amenizar as sensações corporais negativas, que geralmente surgem durante situações relacionadas ao exercício”, disse Bigliassi.

“O que identificamos foi que a região do cérebro chamada ‘giro frontal inferior esquerdo’ é ativada quando os indivíduos se exercitam na presença de música”, explica o pesquisador. “Quanto mais ativa essa região, menos fadiga os participantes sentiram".

Mas Bigliassi não quer exagerar os efeitos positivos da música. “Como seres humanos, estamos constantemente tentando fugir da realidade e, também, fugir de todas as formas de desconforto físico ou dor”.

“As pessoas estão quase desenvolvendo uma forma peculiar de dependência de estímulo”, ele diz. “Se continuarmos a promover o uso desnecessário da estimulação auditiva e visual, a próxima geração pode não ser mais capaz de tolerar sintomas relacionados à fadiga e a se exercitar na ausência de música”.

“Talvez devêssemos aprender mais sobre as alegrias da atividade física e a desenvolver métodos e técnicas para lidar com os efeitos prejudiciais da fadiga, ou seja: precisamos aprender a ouvir nossos corpos e a respeitar nossas limitações biomecânicas e fisiológicas”, alerta Bigliassi.

As informações são do “PsyPost”. 

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