'Pai e filha do beatbox' contam como é se comunicar por meio das batidas
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'Pai e filha do beatbox' contam como é se comunicar por meio das batidas

Com mais de 22 milhões de visualizações em um vídeo postado em 2015, no YouTube, eles viraram sensação na internet. Ed Cage e Nicole Paris são pai e filha que dividem o talento do beatbox — a arte de imitar batidas instrumentais utilizando boca, língua e voz — desde sempre. Os beats se tornaram não só uma forma de se apresentar pelo mundo, mas também uma linguagem própria dos dois.

Em entrevista ao Reverb, Ed contou que foi apresentado ao beatbox durante os anos 1980 na cena de hip-hop da cidade americana de St. Louis, onde cresceu. Desde a gravidez de Nicole, ele já reproduzia batidas para a filha, que ainda estava na barriga da mãe e hoje tem 26 anos. “Nós temos feito beatbox um para o outro por tanto tempo que sabemos exatamente o que o as batidas do outro significam”, Ed conta.

Nós temos feito beatbox um para o outro por tanto tempo que sabemos exatamente o que o as batidas do outro significam

Além da habilidade com sons, os dois dividem outra paixão: a culinária. “A comunicação por meio do beatbox começou na cozinha”, explica Ed, que trabalhava em um restaurante quando Nicole nasceu. “Enquanto cozinhamos, dizer quais são as medidas se tornam viradas de bateria, cortar legumes evoluem para scratches (sons de “arranhões” em discos) e misturar alimentos termina em maravilhosos drops (quando a batida "cai") feitos pela Nicole”.

Essas jam sessions — algo como “sessões de improviso musical”, em português — são um hábito diário de Ed e Nicole. “Eu e meu pai sempre nos comunicamos, falamos e lemos as emoções um do outro enquanto fazemos nossas sessions”, conta Nicole, que também explica como o beatbox pode variar de acordo com o humor do momento. “Batidas mais rápidas significam que estou animada; batidas lentas podem dizer que estou para baixo, que quero passar uma mensagem ou que preciso que escute com cuidado, e batidas de velocidade média são sinônimo de que estou relaxada”.

Ed e Nicole já se apresentaram em diversos países e ainda viajam juntos para mostrar, em palco, a sintonia que compartilham. “O beatbox se tornou um segundo idioma para nós dois”, Ed diz. “Não é apenas uma forma de arte, é literalmente a cola que liga a nossa relação”.

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