Paul McCartney, aos 77 anos, segue movido por brilho nos olhos e competitividade: 'Se você está na disputa, por que não ganhar?'
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Paul McCartney, aos 77 anos, segue movido por brilho nos olhos e competitividade: 'Se você está na disputa, por que não ganhar?'

Aos 77 anos, Paul McCartney está longe de estar curtindo sua terceira idade num lugar remoto, afastado de tudo e de todos. Ao contrário. Viciado em tocar ao vivo, ele fechou a turnê mundial "Freshen Up" em julho, após cinco "pernas" e quase 130 milhões de dólares arrecadados. Fora dos palcos, o ex-beatle se mantém entretido com uma série de projetos. Um deles é novidade em sua carreira: escrever um musical, baseado no clássico filme "A Felicidade não Se Compra" (1946), dirigido por Frank Capra (1897-1991). Outro front ainda aberto são os álbuns solo de carreira — em 2018 ele lançou "Egypt Station", voltando a ter um álbum em primeiro lugar nos Estados Unidos depois de 36 anos (com "Tug of War", de 1982). Além disso, Paul se ocupa do relançamento de material de seu outro grupo, os Wings, e investe na corrida pela recuperação dos direitos autorais de músicas de sua ex-banda mais famosa em território americano — hoje, quem detém esses direitos nos Estados Unidos é a Sony/ATV Music Publishing. "Se você está na disputa, por que não ganhar?", comenta, com espírito jovial, mas a sério.

"Eu sou competitivo em tudo", reafirma. Paul tem sua própria empresa, a MPL, e, conforme contou à "Billboard", na reportagem de capa da edição de 125 anos da revista americana, está envolvido em vários outros projetos, incluindo a exploração dos catálogos de outros artistas (entre eles, alguns de seus ídolos e queridinhos dos primórdios do rock 'n roll, como Carl Perkins e Buddy Holly). Vai ao escritório uma vez por semana."Tenho uma ótima equipe. O principal pra mim é: 'Vamos tentar manter a empolgação'. Tenho gente lá que fala: 'Por que você não toca na loja Amoeba, em Los Angeles?' (ele tocou na famosa loja, em 2007). Ou 'Por que você não toca na Grand Central Station'? (ele tocou na estação de Nova York no ano passsado)?'". Assim vão surgindo desafios para o homem que já fez — quase — tudo.

Um livro com recentes revelações sobre "Abbey Road" está no horizonte, assim como o lançamento de imagens extras do filme "Let it Be" (1970). "Uma das coisas em que estou trabalhando são nas 58 horas de gravação que se transformaram em 'Let It Be'", contou o ex-Beatle. "O diretor me disse que teve a impressão de que são amigos trabalhando juntos. Mas como as gravações aconteceram próximas ao fim dos Beatles, eu acredito que aqueles momentos foram tristes. Mas algo vai surgir daquelas gravações. Não vai se chamar 'Let It Be', mas algo vai sair."

Falando sobre cinema, Paul responde que, sim, ele assistiu a "Yesterday" (2019), filme cuja narrativa imagina uma realidade em que os Beatles nunca existiram.

"O diretor Richard Curtis me enviou uma mensagem com a ideia. E eu pensei: 'Isso é péssimo', mas não falei isso pra ele. Então, eu disse: 'Hmm, isso parece interessante. Boa Sorte'. E daí foi isso. Mas me contaram que Danny Boyle iria dirigir o filme", falou. "Pensei que eles poderiam fazer isso dar certo. E então, quando o filme foi lançado, fui ao cinema com minha mulher, Nancy. Entramos depois que as luzes já tinha se apagado. Muito poucas pessoas me reconheceram. Foi engraçado. Demos risinhos quando mencionavam o nome Paul McCartney."

A respeito do musical baseado em "A Felicidade não Se Compra", Paul contou que não conseguiu pensar em nada tão forte quanto o lindo conto inspirador sobre um homem íntegro desesperançado e o anjo que desce à Terra para demovê-lo da ideia de se matar."Um cara que conheço desde a escola, Bill Kenwright, adquiriu os direitos de adaptação. É uma história muito forte. Então me encontrei com o escritor Lee Hall, e perguntei a ele se poderia escrever os primeiros 20 minutos da peça. Eu estava curtindo o feriado nos Hamptons (balneário perto de Nova York), e tinha muito tempo livre", revelou.

Sobre a amizade com o único ex-beatle vivo, tirando ele próprio, Paul confirma que mantém contato com Ringo Starr. "Sempre que podemos, jantamos juntos", comentou. "Foi incrível poder tocar com ele no Dodger Stadium (em Los Angeles) no verão passado."

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