Pete Townshend, do Who, diz que o novo álbum em preparação é 'questão de dignidade'
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Pete Townshend, do Who, diz que o novo álbum em preparação é 'questão de dignidade'

Pete Townshend, 74 anos, guitarrista e fundador do Who, é extremamente respeitado e influenciou gerações de músicos que vieram depois dele. Sua banda é responsável por obras-primas como as óperas rock "Tommy" e "Quadrophenia", além do álbum "Who's Next", considerado o melhor da carreira do Who, e um dos álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame.

Em entrevista para a versão inglesa do jornal "Metro", Pete disse que está saindo em turnê novamente com o Who — ou melhor, com Roger Daltrey, o único dos integrantes originais que continua vivo —, e que as apresentações, com início no dia 1º de setembro no Madison Square Garden, em Nova York, terão a participação de uma orquestra. Ele ainda revelou que os dois estão trabalhando no sucessor de "Endless Wire", de 2006.

"Pensei que trabalhar com uma orquestra nos shows da turnê 'Moving On' seria um desafio, que eu iria me sentir tímido e com medo de arriscar. Mas, quando me solto, é maravilhoso. Vejo o sorriso no rosto dos músicos da orquestra, me incentivando", garantiu Pete, enquanto elaborava o que os fãs podem esperar do próximo disco do Who.

"Fazer turnês e shows nem é a parte mais difícil do meu trabalho. Onde me sinto pressionado mesmo é no estúdio de gravação. Porque é lá que preciso provar que sou capaz de escrever músicas feitas para a voz de Roger, como fazia nos anos 1960 e 1970", desabafou o guitarrista. "Além do mais, também queremos abrir novos caminhos. O novo álbum é uma questão de dignidade para mim, queria criar coisas novas. Então, reuni cerca de 15 ou 16 canções para mostrar a Roger, incluindo algumas resgatadas de 1966, nunca gravadas pelo Who."

Roger Daltrey e Pete Townshend, do Who, tocando no festival Desert Trip, na Califórnia, em outubro de 2016/Getty Images
Roger Daltrey e Pete Townshend, do Who, tocando no festival Desert Trip, na Califórnia, em outubro de 2016/Getty Images

Pete também comentou sobre a recuperação de Roger após lutar contra a meningite, doença que tirou o músico dos palcos em 2015. "A voz de Roger está melhor do que nunca. Sei o quanto ele batalhou para conseguir isso depois da doença grave que contraiu. Eu também fui muito cauteloso para garantir que as novas canções fossem boas para ele. No fim, fizemos um ótimo trabalho juntos", festejou o guitarrista que, mesmo com problemas de saúde e audição bastante prejudicada, continua a viajar com sua banda cantando músicas de quando era jovem, que tratam sobre os problemas e anseios de pessoas na flor da idade.

"Não quero admitir que estou todo ferrado", brincou ele. "Mas o fato é que cantar essas músicas é como uma terapia para mim."

Ao fim, Pete foi colocado contra a parede quanto ao álbum nunca lançado pelo Who, "Lifehouse". Ele disse que a versão final desse projeto "nunca sairá", não como um "disco". "Pode ser que um dia se torne um filme", afirmou ele. Já sabemos, entretanto, que "Lifehouse" será lançada em formato de graphic novel em julho de 2020.

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