Phil Collins diz que vai tentar de tudo para conseguir tocar bateria com o filho Nick, 18 anos, na turnê do Genesis
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Phil Collins diz que vai tentar de tudo para conseguir tocar bateria com o filho Nick, 18 anos, na turnê do Genesis

Phil Collins tinha 19 anos em agosto de 1970, quando foi aprovado no teste para ser baterista de uma então iniciante banda de rock progressivo: o Genesis. Cinquenta anos depois, o mundo está prestes a reencontrar o Genesis, na primeira turnê da banda desde 2007. E meio século depois, mais uma vez, um rapaz de 19 anos de sobrenome Collins estará sentado à bateria. Não é viagem no tempo: trata-se do filho de Phil, Nicholas, que assumirá as baquetas na excursão "The Last Domino?", que começa em novembro, na Irlanda. E Phil quer mais: ele avisou que vai fazer o possível para tocar alguma coisa nos shows ou, pelo menos, acompanhar Nick em algum momento.

"Não foi preciso convencer os outros caras sobre a capacidade dele", disse Phil, a respeito de Nicholas em uma recente entrevista concedida a uma rádio inglesa. Os "outros caras" são os companheiros de Genesis Tony Banks (teclados) e Mike Rutherford (guitarra). Na verdade, Nicholas toca com a banda do pai há mais de dois anos e -- na opinião do papai coruja -- já provou que dá conta do recado. Nos shows solo que Phil vem fazendo desde 2017, o "Not Dead Yet Live!", ele só canta e o filhão se encarrega do ritmo.

Nicholas, filho de Phil Collins, tocando em um show em 2019, na Itália. Foto: Getty Images
Nicholas, filho de Phil Collins, tocando em um show em 2019, na Itália. Foto: Getty Images

"Foi ele quem se apresentou para tocar com a minha banda", diz Phil. "Ele só tinha 16 anos, mas eu sempre soube que Nick estava à altura do desafio. Ele veio melhorando pouco a pouco com o tempo. Quando os outros caras o viram tocar, Mike resumiu tudo da seguinte forma: 'Ele consegue. Ele tem a manha para fazer o som que a gente precisa."

"Eis o que rolou: Nick trouxe uma nova energia para o Genesis, um entusiasmo que acabou mudando nosso jeito de tocar", esclareceu Mike na mesma entrevista. "Fazemos agora um som totalmente novo por causa dele. Nick tem um estilo muito parecido com o de Phil, e isso faz com que as músicas soem bem parecidas com as versões originais de estúdio, e não do jeito que estávamos acostumados a toca-las por tantos anos. Gostei da sensação, é algo novo para nós".

Mike Rutherford, Phil Collins e Tony Banks na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame em 2010. Foto: Getty Images
Mike Rutherford, Phil Collins e Tony Banks na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame em 2010. Foto: Getty Images

A expectativa é saber se pai e filho conseguiram fazer duelos de bateria no palco. Collins, reconhecido como um dos maiores bateristas da história do rock, praticamente abandonou o instrumento na última década: uma vértebra deslocada e problemas nos nervos das mãos o impediram de tocar. "Ainda tenho esses problemas todos", admite o popstar. "Mas farei o possível para tocar alguma coisa nos shows. Pelo menos acompanhar o Nick em alguma música. Ter dois bateristas no palco é uma tradição do Genesis, sempre foi algo muito empolgante ao vivo".

A turnê "The Last Domino?" prevê shows em arenas e estádios na Inglaterra e na Irlanda em novembro e dezembro deste ano. A última reunião do trio aconteceu em 2006, para uma excursão que passou por 12 países na Europa e pelos Estados Unidos. Quando perguntado se o reencontro pode gerar um álbum de inéditas, Collins faz piada. "Não trabalho com pessoas acima dos 70 anos". (Ele mesmo completa 70 em janeiro de 2021.) "Bem, nós agora vivemos um dia de cada vez. Há 13 anos, eu não imaginava que só voltaríamos a tocar juntos em 2020. Então o negócio é deixar as coisas acontecerem. As chances de compormos músicas novas juntos são bem pequenas, mas quem sabe?"

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