Pink inspira pelas críticas sociais e palavras de empoderamento
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Pink inspira pelas críticas sociais e palavras de empoderamento

Pink, a mais nova atração anunciada pelo Rock in Rio para a edição do festival em 2019, está no centro da música pop há quase duas décadas. A cantora, que surgiu no entretenimento em 2000 com o single “There You Go”, é uma das principais vozes de sua geração, mas não só no sentido musical. Alecia Moore — verdadeiro nome de Pink — se destaca por levantar bandeiras com frequência e tecer críticas sociais até nas letras que compõe.

Entre as principais causas defendidas por Pink está a proteção aos animais. Apesar de afirmar que come carne esporadicamente, a cantora é ativista do PETA, organização em defesa dos animais, e já se posicionou contra o uso de peles em roupas. Ela foi uma das modelos da a campanha "Rather Go Naked Than Wear Fur" ("prefiro ficar nua a usar pele animal", em tradução livre), para a qual fotografou sem roupa.

A cantora de "So What" e "Raise Your Glass" também está ligada em promover na sua vida pessoal o conceito de sororidade. Em mais de uma oportunidade, Pink já deixou claro que apoiar mulheres é fundamental para quebrar barreiras de diferença de gênero e promover a união feminina. Como quando Lady Gaga se apresentou no Superbowl e, por conta dos movimentos acrobáticos da cantora, a imprensa começou a especular que Pink não teria gostado da performance, por ser ela uma das artistas mais conhecidas na utilização deste tipo de dança.

"Vamos celebrar esta mulher que tem a coragem de pular de um telhado. Quem se importa se eu fiz isso primeiro? Porque, na verdade, eu não fiz. Cirque (du Soleil) e Peter Pan têm feito isso por anos", escreveu a cantora em um comunicado espontâneo em apoio a Lady Gaga.

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Em 2015, Pink se tornou uma embaixadora da UNICEF, sendo porta-voz da campanha "Kid Power", que, através de pulseiras inteligentes para crianças, registra a intensidade de atividade de quem usa. De acordo com a evolução das metas de exercício, quantias em dinheiro foram doadas para crianças em situação de desnutrição pelas empresas parceiras do projeto.

Alecia Moore também sempre se destacou por defender causas LGBTQ+. Em “Dear Mr. President”, faixa de 2006, ela canta versos do que seria uma carta aberta ao presidente e pergunta: “O que o senhor faria se sua filha fosse lésbica?”. Quando surgiu, no começo dos anos 2000, Pink era parte de uma geração que trouxe Britney Spears e Christina Aguilera. Porém, ao contrário de suas contemporâneas, sempre se diferenciou por contestar o status quo e usar o próprio corpo para isso. Musculosa e de cabelos curtos, recebeu críticas por ser “muito masculinizada” e nunca se deixou abalar por isso.

"Recentemente eu estava levando minha filha para a escola e ela me disse, do nada, que ela se achava a menina mais feia do mundo: 'Eu pareço um menino, só que de cabelo grande'. E então eu fui para casa e fiz uma apresentação no PowerPoint mostrando para ela alguns exemplos de rockstars com visual andrógino e artistas que viveram a sua verdade — e que provavelmente foram alvos de piada por toda a vida — mas seguiram, empunharam suas bandeiras e inspiraram muitos de nós, como Michael Jackson, David Bowie e Annie Lenox", contou Pink durante seu discurso ao receber o "Michael Jackson Vanguard Award", no VMA, em 2007. "Nós não mudamos. Pegamos o cascalho e a concha e fazemos uma pérola. E ajudamos outras pessoas a mudar para que possam ver mais tipos de beleza".

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