Pixies brincam com fama de sombrios, macabros ou góticos em novo disco e começam turnê na sexta-feira 13
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Pixies brincam com fama de sombrios, macabros ou góticos em novo disco e começam turnê na sexta-feira 13

Juntos desde 1986 — apesar do hiato entre 1993 e 2004 —, os Pixies lançaram o sétimo disco da carreira, "Beneath the Eyrie", nesta sexta-feira (13) — guarde este número! Neste mesmo dia, a banda também iniciou uma turnê pelo Reino Unido e Irlanda, com datas marcadas até o fim de setembro, quando se apresentam em Dublin. Depois, percorrem outros países da Europa, como Noruega, Espanha, Portugal, e seguem para Japão, China, Nova Zelândia e Austrália. Datas nos Estados Unidos, país de origem do grupo (que é de Boston), não foram anunciadas até o momento.

Para promover o álbum, o vocalista e líder Black Francis e o guitarrista Joey Santiago, ambos com 54 anos, concederam entrevistas a veículos como o site "NME" e "Guitar.com". Eles explicaram que "Beneath the Eyrie" é mais "sombrio" que os discos anteriores, não apenas na sonoridade, mas também no tratamento de assuntos como magia negra, mitologia e temas macabros. Ou seja, está tudo dentro do universo conhecido da banda, ainda que a banda hoje seja algo diferente.

Francis está cantando em tom mais baixo, dando novos tons à demência que soube imprimir em álbuns clássicos como "Doolittle" e "Surfer Rosa". "Eu finalmente tenho a voz que esperavam de mim", brinca. O velho truque de dinâmica alternada nas canções, que tanto agradava a fãs como Kurt Cobain, do Nirvana (que usou a prática em "Smells Like Teen Spirit") ainda aparece aqui e ali.

Ao comentar um suposto tema do disco, eles frisam que não querem parecer pretensiosos — na verdade, estão pouco se lixando para descobrir a temática exata do álbum. "No final do dia, uma pessoa só quer ouvir uma música de rock sem ter que se preocupar muito, mesmo que seja 'Baba O'Riley' (do disco 'Who's Next', do Who). É estranho pensar na ideia de alguém ouvir um álbum de rock e tratá-lo como uma ópera, que possui uma narrativa completa e cheia de detalhes que se casam", disse Black Francis.

Na verdade, o músico assume que sequer tem ideia do tema real de "Beneath the Eyrie". "Ainda não descobri qual é. Na verdade, perdi um dente e o prendi na minha guitarra. Pode parecer nojento, mas para mim foi legal. Uma guitarra preta com um dente preso. Foi isso que me suscitou a ideia de dizer ao nosso produtor que, talvez, estivéssemos trabalhando em algo gótico. Então, ah, o conceito é isso: um disco gótico", decidiu-se.

Sombrio mas nem tanto, o disco tem contribuições solares da baixista e violinista argentina (criada na Califórnia) Paz Enchantin, 45 anos, desde 2014 na formação. Ela ajuda a dar novas cores às influências da surf music que seguem sendo uma das maiores ondas dos Pixies. É ela quem canta "Los Surfers Muertos", brilhantemente. Na verdade, Paz, experiente colaboradora de Queens Of The Stone Age e Billy Corgan, já senta na janela no grupo desde 2016, quando dirigiu até um vídeo da banda, "Classic Masher", estrelado por seu pai, o pianista clássico Mario Merdirossian.

Ao "Guitar.com", Francis comentou, ainda sobre o fato da banda ter ficado 23 anos sem lançar um disco — de 1991 a 2014. "Não nos sentimos intimidados com a situação. A gente só queria continuar. Afinal, não estamos falando de salvar a raça humana com o nosso trabalho, pelo menos não em grande escala", brincou ele. "De qualquer maneira, é preciso coragem.". E, talvez, algum delineador preto nas pálpebras inferiores.

Ouça "Beneath the Eyrie" no Spotify ou outras plataformas digitais de streaming.

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