Compositores de música clássica criam obras baseadas nos astros de nossa galáxia
Criatividade

Compositores de música clássica criam obras baseadas nos astros de nossa galáxia

A suíte “Planetas”, do compositor inglês Gustav Holst, é considerada uma das obras mais importantes da música clássica. Criada em 1914, quando ainda não se sabia tanto quanto hoje sobre a galáxia e os planetas, esta peça está sendo revisitada nos dias atuais por um time de artistas do Reino Unido.

À frente do projeto está o jovem compositor Samuel Bordoli e produtores musicais do Sound UK. Ele e um time de músicos fizeram peças para quarteto de cordas de até cinco minutos baseada nos astros de nossa galáxia. O “Planets 2018” foi apresentado em alguns planetários ao redor do país da Rainha Elizabeth pelo quarteto Ligeti.

Bordoli se inspirou no planeta Urano para criar sua composição. Seu processo de escrita foi acompanhado pelo professor David Rothery, da Open University, especializado em geociência. Ele explicou ao jovem músico como seria o pôr do sol visto de Urano. Logo, uma luz acendeu no cérebro do compositor. “É algo totalmente diferente do que já vimos da Terra”, disse Bordoli. “Lá em Urano são 42 dias de escuridão e apenas um de luz, o que não é nada comparado ao que vemos do nosso planeta.”.

Diferente de Bordoli, que nunca chegou a pisar propriamente em Urano, a compositora Deborah Pritchard fez sua pequena viagem a Marte, planeta do qual ficou responsável. Ela, entretanto, não teve de entrar numa nave para compreender melhor o Gigante Vermelho. O que fez foi juntar-se ao professor Sanjeev Gupta, especialista em ciências da terra, e embarcar em experiências quase reais no Mars Room 3D.

Ayanna Witter-Johnson, por sua vez, ficou com a tarefa mais simples, porém igualmente complexa: retratar a Terra em uma canção. Para tal, ela se concentrou em apenas um aspecto para começar seu trabalho, e escolheu a origem do planeta como inspiração.

“Me baseei em uma história mitológica que diz que a Terra é fruto de uma coalizão do planeta Theia. Destruído, esse astro teria se fragmentado e formado a Terra e seu satélite, a Lua. Se é verdade ou não, não sei. Mas e inspirador. Não preciso responder a pergunta definitiva sobre o que a Terra é feita. Isso pode ficar no ar”, contou a compositora.

O projeto “Planets 2018”, como destacou Ayanna para o “Guardian”, é sobre música e ciência, mas também sobre as coisas em comum que as áreas tem. “Compositores e cientistas são exploradores. assim como eles, nos fazemos perguntas, tentamos achar soluções e descobrir coisas novas. E é sobre isso que esse projeto fala.”.

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