P!nk, na capa da 'Billboard' como 'maior show woman' da Terra, conta que, aos 40 anos, se sente melhor que aos 20 ou 30
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P!nk, na capa da 'Billboard' como 'maior show woman' da Terra, conta que, aos 40 anos, se sente melhor que aos 20 ou 30

No começo do ano, contamos porque P!nk! estava vivendo um 2019 memorável. Passado alguns meses, a situação da cantora de 40 anos só melhorou, com uma estreia no Brasil bombástica no palco Mundo do Rock in Rio que coincidiu com o fim da turnê "Beautiful Trauma", que acumulou R$ 1,6 bilhões e vendeu mais de 3 milhões de ingressos. É a décima turnê mais lucrativa da história — só perde para Madonna, entre as mulheres, e para Ed Sheeran e Coldplay, entre os artistas "sub-50". Por tantos feitos relevantes, ela foi convidada para estampar a capa da revista "Billboard" em novembro, que a considerou como a "a melhor show woman do planeta".

Na entrevista a Nolan Feeney, da "Billboard", que a visitou em sua fazenda "no meio do nada", na Califórnia, a casa descrita como "parece um restaurante mexicano com decoração psicodélica", ela falou sobre sua estrada com altos e baixos até o topo."Sempre me colocaram em 'lugares' estranhos, no meio de uma coisa e outra. Até quando a música pop era eu, Britney, Christina e Jessica Simpson, ninguém sabia exatamente o que fazer comigo", diz.

Se ninguém sabia exatamente onde colocá-la, P!nk construiu seu próprio caminho. Sem pensar no topo — ela brinca dizendo que se considera a "jogada de sorte de mais longa duração na história", usando a expressão "fluke", que poderia ser traduzida para o vernáculo chulo como "cagada". Falando mais sério, comenta: "Se eu fosse um fracasso em turnês, não teria uma carreira de sucesso. Eu não ganhava em nenhum dos outros ângulos, nunca fui um 'it girl'". Nunca vendi perfumes, roupas ou bonecas. Literalmente, fiz minha carreira abaixando a cabeça e abrindo meus próprios caminhos."

Pink é a artista que estampa a capa da 'Billboard' em novembro/Divulgação
Pink é a artista que estampa a capa da 'Billboard' em novembro/Divulgação

Sucesso assim nunca vem ao acaso. Desde 2001, ela tem como empresário australiano Roger Davies, 67 anos, que impulsionou carreiras legendárias como as de Tina Turner, Cher, Sade e Joe Cocker. Em junho, quando P!nk saiu do palco após a primeira de duas noites sold-out, em Wembley, em Londres, ele disse para ela, do alto de sua experiência: "Melhor que isso não fica".

Roger diz que o que lhe atraiu na cantora no começo foram sua ambição e seu forte senso de individualidade. Na época, ela tinha feito poucos shows com banda ao vivo e saído pouco dos Estados Unidos. Ele a jogou na estrada e a fez cantar de verdade, em lugares menores da Europa, acompanhada por músicos. Logo chegou a festivais, cantando pop mas em um apresentação com a força dos shows de bandas de rock.

Mas a linha de sucesso não foi uma reta linda, com recompensas por todos os esforços. O álbum de 2003, "Try This", vendeu abaixo do esperado nos Estados Unidos, e P!nk deu um passo atrás sem reclamar. Começou a turnê subsequente cantando em lugares para 1.200 pessoas, um décimo do tamanho das plateias que estava acostumada a encarar na Europa. Foi assim que ela se tornou "cascuda", um bicho de estrada, trabalhando para melhorar o desempenho no palco.

Quando perdeu o Grammy de 2003 para Norah Jones, ela sentiu exatamente a mesma sensação de desprezo. Sorte a dela que estava sentada atrás de Robin Williams (1951-2014), ator e comediante que fez de tudo para animá-la. "Ele passou 15 minutos sacaneando e falando mal de todo mundo que estava por perto. Ele teve muita compaixão comigo e me fez sorrir. Foi um dos momentos mais emblemáticos da minha carreira", lembra.

Durante oito anos, quando menina e adolescente, P!nk fez ginástica artística. O "sonho olímpico" de adolescente ruiu depois de ser expulsa do time porque, segundo disseram, tinha pouco espírito de equipe. Mas algumas coisas nunca mudam. O interesse em "voar" no palco foi despertado ao assistir a um show de Cher, em 2004. Depois disso, ela começou a ter aulas com a professora Dreya Weber. E desde 2009 voa pelos palcos do mundo, com novidades e recursos que não param de impressionar.

A cantora credita uma turnê abrindo para Justin Timberlake em arenas, em 2007, como ponto de virada e de aprendizado na carreira. "Minha primeira excursão foi abrindo para o *NSYNC — achando o máximo —, e dez turnês depois, estava lá, abrindo pro Justin', lembra. Nesse ponto, ela já tinha conseguido seu primeiro lugar na parada Billboard de singles, com "So What", definido como "hino do dedo médio em riste".

Na escola, P!nk era "detestada" pelos pais de seus colegas. "Era aquele tipo de criança que nunca era convidada para festas ou para ir nas casas dos colegas. Cresci com esse ressentimento", revelou.

Na cozinha de sua casa atual, a decoração inclui um painel com fotos que a mostram desde os oito anos até o look com moicano fúcsia atual, colagem feita por seus filhos para a festa surpresa de 40 anos que teve em setembro. "Não tive coragem de tirar dali depois", conta. Na ocasião, rolou um jantar japonês e sessão outdoors de "A Garota de Rosa Shocking" (clássica comédia de John Hughes, de 1986) para a família.

"Não gostei de fazer 13 anos. Não lembro de ter curtido os 21 anos. Trinta foi meio esquisito. O de 40 anos foi o primeiro aniversário em que pensei: 'Fuck yeah, isso é incrível! Yes! Sei exatamente quem eu sou!", comemora.

Aos 60, então, o que esperar? "Eu vou ficar louca. Andar de patins com bobs nos cabelos, ter plantas por toda a casa, coisas do tipo", diverte-se.

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