Por conta de doença rara, ela descobriu uma maneira totalmente nova de tocar violino
Inspiração

Por conta de doença rara, ela descobriu uma maneira totalmente nova de tocar violino

“Minha deficiência e minha música não são a mesma coisa. Eu não penso sobre minha deficiência quando estou tocando. Eu me sinto como eu mesma”. Foi esse incrível espírito de superação, inspiração e criatividade que levou o músico Chris Funk, da banda The Decemberists, a querer conhecer a violinista e compositora Gaelynn Lea – autora da citação acima. Chris viaja pelo mundo atrás das pessoas mais surpreendentes e extraordinárias na música, e quando soube da história de Lea, teve certeza que precisava visitá-la, para inclusive pode tocar com ela.

Gaelynn Lea: É incrível desenvolver uma voz e uma forma de expressão únicas / Reprodução
Gaelynn Lea: É incrível desenvolver uma voz e uma forma de expressão únicas / Reprodução

Lea nasceu e vive em Duluth, cidade no estado de Minnesota, nos EUA, onde também nasceu e cresceu o gênio Bob Dylan. A vida de Lea foi marcada pela osteogénese imperfeita, uma rara e severa doença óssea que a obriga a usar uma cadeira de rodas. Aos dez anos, ela começou a estudar violino. Sua condição, porém, exigiu que ela desenvolvesse uma técnica específica para conseguir tocar o instrumento – como se fosse um violoncelo, com o violino posicionado de pé em sua frente, e não em seu ombro.

Quando ganhou um pedal de loop, que permite que ela toque sozinha, grave o que acabou de tocar, reproduza e toque por cima acompanhando a si mesma, como numa orquestra de violinos, Lea passou a fazer parte da cena musical de Duluth. Ela opera o pedal com o joelho, e as supostas limitações que fizeram com que mudasse seu jeito de tocar acabaram, segundo ela, permitindo que desenvolvesse uma sonoridade própria.

“É incrível desenvolver uma voz e uma forma de expressão únicas. Limpa minha mente e eleva meu espírito como nada mais é capaz”. Para ela, a música é como uma meditação, e seu trabalho é também para fazer da arte algo mais inclusivo — além de apontar para a emoção que só a música pode alcançar, transformando uma suposta limitação em um verdadeiro combustível para a direção de qualquer superação e liberdade.

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