Por que você gosta das músicas que gosta? Musicólogo mostra a ciência por trás dos gostos pessoais
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Por que você gosta das músicas que gosta? Musicólogo mostra a ciência por trás dos gostos pessoais

Por que nós gostamos de determinadas músicas? Seriam certos acordes ou combinações deles que atraem nossa atenção? Um gênero específico, um tipo de melodia? Ou tudo junto, como mágica? No livro “Why You Like It: The Science and Culture of Musical Taste”, o musicólogo e musicista Nolan Gasser tenta responder essas e outras dúvidas cruéis.

Pianista profissional desde os 11 anos, ele é o idealizador do The Music Genome Project, que tem como objetivo dissecar o universo musical em diferentes espécies, examinando os fatores que são de alguma forma potencialmente ativos em cada música. “Quais são os fatores de ritmo e harmonia, melodia e forma, som, letras e produção? Como podemos objetivamente entendê-los?", questiona o estudioso. Utilizando o aplicativo Pandora, ele fez uma profunda análise, dividindo a música em 'genes'. "Conectando músicas de um mesmo artista ou de diferentes, elas, por sua vez, podem levar a pessoa a novas músicas baseadas nessas escolhas anteriores", diz.

Músicas de diferentes artistas nos conectam com novas músicas
Músicas de diferentes artistas nos conectam com novas músicas

Gasser defende que a sociologia tem papel fundamental em nossos gostos musicais e costuma usar o termo "intracultura". "Tudo tem a ver com o local onde você cresceu e que tipo de influências musicais estão no ar. Mas nós participamos de muitas subculturas por afinidade, apenas baseadas no que gostamos. As intraculturas nos dão acesso à música porque você faz parte de um grupo e esse grupo significa algo para você”, diz.

Não há motivo para alguém que não toca um instrumento ou compõe músicas não ser tão eclético e sofisticado no que se ouve como alguém que é profissional. Todos nós temos a capacidade, isso se mantivermos as nossas mentes abertas, para explorar qualquer música.

Outro fator interessante sobre nossos gostos é o quão cedo a semente musical é plantada. "Se você toca alguma coisa para um bebê algumas vezes e faz uma ligeira mudança, ele reconhece o desvio. O poder que temos quando crianças para processar e entender a música é extraordinário”, destaca.

Ao crescermos, nossos gostos musicais forjam nossa identidade e se tornam uma força poderosa. E, independente da idade, Gasser diz que faz parte de nossa natureza ir em busca de novidades musicais. "Além disso, não há motivo para alguém que não toca um instrumento ou compõe músicas não ser tão eclético e sofisticado no que se ouve como alguém que é profissional. Todos nós temos a capacidade, isso se mantivermos as nossas mentes abertas, para explorar qualquer música", defende.

Sobre as experiências em diferentes gerações, Nolan concorda que a tecnologia tem forte influência sobre como se ouve e interage com a música. "Antes, como as pessoas tinham que comprar um disco físico inteiro, os artistas pensavam numa experiência como um todo, de mais de uma hora. Hoje, quando meus filhos descobrem um artista e seu álbum que tem algumas músicas que adoram, eles não precisam economizar toda a sua mesada para comprar e ainda conseguem exploram todas as faixas", diz.

A tecnologia permitiu explorar um disco sem 'gastar toda a mesada'
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