Professora aposta na música para incentivar interação entre aluno surdo e colegas
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Professora aposta na música para incentivar interação entre aluno surdo e colegas

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Se o silencioso isolamento que a surdez provoca pode ser amenizado pela linguagem de sinais, dentro de uma sala de aula, em que naturalmente a vasta maioria dos alunos e professores tende a ser de ouvintes, tal sentimento pode se agravar. Ao perceber a solidão e as dificuldades de um estudante com deficiência em sua classe, a professora Maria Célia, da Escola Municipal Inácio de Loyola, na cidade de Imperatriz, no Maranhão, se colocou no lugar do jovem aluno Jefferson Franco, e decidiu criar um projeto que pudesse inclui-lo.

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Assim nasceu o Aquarela Em Libras, que utiliza músicas para ensinar a linguagem brasileira de sinais aos colegas de Jefferson. O nome veio da primeira música ensinada, a clássica “Aquarela”, de Toquinho. Por causa das aulas, Jefferson ganhou não só uma nova atividade inclusiva, mas também um espaço para se expressar – que ele próprio, através da linguagem de sinais, confirma, comemorando, com seus amigos, o fato de que agora podem se comunicar mais e melhor.

A força que moveu a professora a criar o Aquarela em Libras vai além da empatia ou da pedagogia: a própria Maria Célia também tem perda auditiva, e sabe a dor que o isolamento pode provocar. As aulas contam com a colaboração do intérprete Paulo Roque, e se tornaram um espaço de conhecimento, interação e empatia – movidos pela música.

As informações são do "Razões Para Acreditar".

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