Quase dez anos após terremoto, escola de música no Haiti reconstrói esperanças
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Quase dez anos após terremoto, escola de música no Haiti reconstrói esperanças

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude sete atingiu a parte oriental da península de Tiburon, a cerca de 25 km da capital do Haiti, Porto Príncipe. Mais de 100 mil pessoas morreram após a catástrofe natural, que deixou cidades inteiras reduzidas a pó e destroços. Um dos edifícios que sofreu com o abalo sísmico foi o da Catedral da Santíssima Trindade, localizada no centro de Porto Príncipe. Dentro dele ficava uma escola de música, onde jovens e crianças participavam de aulas de música clássica e de canto.

Por conta do desastre, as aulas pararam de acontecer. O futuro do país precisou de uma pausa, mas agora, quase dez anos depois, começa a andar novamente. Por isso, um novo grupo de artistas, que estão sendo formados na escola de música da igreja, viajou até os EUA para realizar uma turnê. Eles percorreram diversos estados americanos atrás de fundos para investir no projeto social, além de levar a cultura musical do Haiti para outras pessoas.

Jeff Donalson Philistin, 10 anos, um dos membros do coral da igreja, era apenas um bebê quando o terremoto aconteceu. Em entrevista à rádio "NPR", o artista disse que a casa onde morava desabou em cima dele e de sua família. "Minha mãe foi uma guerreira. Ela me socorreu e conseguiu me salvar", declarou Jeff.

Dois frequentadores da escola de música, um membro da equipe e um estudante de saxofone, morreram em decorrência do abalo sísmico, que deixou a igreja em ruínas. Os instrumentos musicais usados na escola também foram perdidos. Alguns, no entanto, foram recuperados pelo pessoal a congregação.

"Sempre que falamos do Haiti, lembramos de coisas ruins, como a política, economia, etc. Mas ver esses jovens fazendo algo tão bonito nos orgulha e dá esperança para nosso país", desabafou o reverendo David Cesar, diretor da escola de música da Catedral da Santíssima Trindade de Porto Príncipe.

Para o religioso, o povo haitiano nasceu "com a música dentro de si". "Tudo o que fazemos é feito com música. Se estamos tristes, nós cantamos. A música está no nosso sangue", observou ele. Por isso, então, o show não pode parar. Logo após o terremoto, as aulas da escola foram feitas ao ar livre.

Hoje, elas acontecem em uma estrutura temporária, mas com o dinheiro arrecadado na turnê americana, eles esperam conseguir construir um prédio ideal para as aulas.

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