Quem inventou as capas de discos como conhecemos hoje?
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Quem inventou as capas de discos como conhecemos hoje?

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O que "The Dark Side of The Moon", do Pink Floyd; "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles e "Nevermind", do Nirvana têm em comum? Além de serem de suma importância na carreira de seus respectivos músicos, todos esses discos têm capas tão famosas que praticamente têm vida própria, indo além do trabalho fonográfico. E, de certa forma, têm mesmo. Cada uma guarda uma história à parte das gravações em estúdio.

Mas até chegar a esse patamar de importância, as capas de discos não passavam de embalagens sem graça, praticamente padronizadas. 

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Isso só começou a mudar por conta do nova iorquino Alex Steinweiss. Formado na Parsons School of Design, ele trabalhou com o designer de pôsteres Joseph Binder, com quem aprendeu sobre cores simples e formas minimalistas. Em 1938, foi contratado como primeiro diretor de arte da Columbia Records e foi aí que teve a brilhante ideia de fazer um encarte com uma arte gráfica, pois eles não eram nada atrativos. Alex conseguiu convencer os executivos a fazer uns testes, já que além de criar uma imagem que estivesse de acordo com a música, ele também colocaria apelo de venda nas peças. 

A primeira delas foi "Smash Song Hits By Rodgers & Hart". A capa artística número um de todos os tempos foi criada depois que Alex levou um fotógrafo até a Rua 45th, em Nova York, local do famoso Imperial Theater, e convenceu o dono do lugar a mudar o letreiro, colocando o nome do disco no lugar. Com as letras devidamente posicionadas, foi só esperar o cair da noite, acender as luzes e o cenário estava pronto. Estava criado um novo padrão para capas e um novo significado era dado a elas.

Capa do disco 'Smash Song Hits By Rodgers & Hart', de 1939 / Arte: Alex Steinweiss
Capa do disco 'Smash Song Hits By Rodgers & Hart', de 1939 / Arte: Alex Steinweiss

Entre 1938 e 1945, o designer fez a arte de todos os discos da Columbia Records. Mas nos anos 1950 ele fez centenas de projetos para outros grandes selos, como Decca, RCA, Remington e London, além da Everest Records, que ajudou a lançar em 1958. A carreira do designer durou até 1973, foram ao menos 2,5 mil capas antes de aposentar para se dedicar à pintura. 

Capa do disco 'Songs Of Free Men', de 1942 / Foto: Alex Steinweiss
Capa do disco 'Songs Of Free Men', de 1942 / Foto: Alex Steinweiss
Capa do disco 'Scotch Symphony', de 1943 / Arte: Alex Steinweiss
Capa do disco 'Scotch Symphony', de 1943 / Arte: Alex Steinweiss

Nesse tempo, ele criou uma linguagem própria, transformando o formato quadrado dos discos em uma tela em branco com infinitas possibilidades, com capacidade para se adaptar conforme cada artista e gênero musical. Ele morreu em 2011, mas seu legado é plural.  

Capa do disco 'Symphony No. 2', de 1944 / Arte: Alex Steinweiss
Capa do disco 'Symphony No. 2', de 1944 / Arte: Alex Steinweiss

O mundo das capas evoluiu, os formatos mudaram e consequentemente a forma de consumir música também mudou. O vinil, por exemplo, passou anos deixado de lado, quase se tornou obsoleto, até retornar triunfante e ganhar novo fôlego no meio fonográfico. Formato que, inclusive, valoriza ainda mais uma boa capa.  

Mas seja ela uma fotografia, trabalho gráfico ou colagem, as capas passaram a fazer parte da identidade e mensagem que o artista quer transmitir com seu trabalho.

Designer precursor das capas de discos como as conhecemos hoje, este é Alex Steinweiss / Foto: Reprodução
Designer precursor das capas de discos como as conhecemos hoje, este é Alex Steinweiss / Foto: Reprodução

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