Cardi B: quem julga seu passado como stripper desmerece a luta da rapper
Rock in Rio 2019

Cardi B: quem julga seu passado como stripper desmerece a luta da rapper

Não é exagero dizer que a história de Belcalis Marlenis Almánzar daria um filme. O longa dramático contaria como uma jovem nova iorquina nascida em 1992 superou a pobreza, a violência doméstica e a falta de perspectiva sobre sua trajetória para se tornar Cardi B, a primeira rapper estrear um single solo no topo da parada da “Billboard” depois de Lauryn Hill com "Doo Wop (That Thing)".

Bodak Yellow” deu a Cardi o recorde de mais singles simultâneos na lista de músicas mais ouvidas da publicação e no top 10 de R&B/Hip-Hop. Ela também se tornou a primeira mulher da história do hip-hop a ter três músicas na primeira colocação nos charts da “Billboard”. Uma quebradora de recordes que não precisa dar mais provas de seu talento.

Ainda antes de completar 20 anos de idade, a cantora fenômeno que levou o Grammy por melhor álbum de rap este ano com o excelente “Invasion of Privacy” fazia parte da United Blood Nation, uma gangue de Nova York conhecida como Bloods. Depois de ser demitida de um supermercado, passou a trabalhar como stripper.

"Eu perguntava: 'você quer me f****? Vamos para esse hotel'. E lá eu drogava e roubava eles. Isso era o que eu costumava fazer", contou a rapper em um vídeo que voltou a circular na internet este ano. Em 2016, ela fez o registro para uma live publicada nas redes sociais. Agora, o vídeo ressurge como arma apontada contra ela.

Fiz as escolhas que fiz porque as minhas opções eram muito limitadas. Eu fui muito abençoada de poder me reerguer, mas muitas mulheres não têm a mesma chance

Quem usa o passado de Cardi B para atacá-la, não entende o tamanho de sua batalha. Ao se reerguer de uma estrutura familiar miserável e se libertar de uma série de relacionamentos abusivos, a rapper usou sua dor como alimento para as letras que compôs. Muitas delas ecoam em "Invasion of Privacy", seu premiado álbum de estreia.

O nome artístico Cardi B vem de uma brincadeira com o nome da irmã mais nova, Hennessy. Se a mais jovem das irmãs Almanzár tinha nome de conhaque, por que não apelidar a mais velha com o nome de outra bebida alcoólica. Daí surgiu o apelido "Bacardi". Para criar sua nova assinatura, ela apenas inverteu sílabas.

"Eu nunca disse que eu era perfeita ou que vim de um mundo perfeito com um passado perfeito. Eu sempre falo a minha verdade. Fiz as escolhas que fiz porque as minhas opções eram muito limitadas. Eu fui muito abençoada de poder me reerguer, mas muitas mulheres não têm a mesma chance", escreveu em uma publicação no Instagram para comentar a polêmica por trás do vídeo.

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