Radiohead: 7 preciosidades da nova ‘biblioteca’ online
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Radiohead: 7 preciosidades da nova ‘biblioteca’ online

Depois de deixar muitas gravações espalhadas pela internet nas últimas décadas, o Radiohead está colocando ordem na casa.

A banda criou a Radiohead Public Library, um compêndio online gratuito que disponibiliza raridades em áudio e vídeo em um só lugar. De uma quantidade enorme de itens incríveis, o site americano "Pitchfork" separou sete preciosidades em ordem cronológica.

EP Drill

O primeiro EP comercialmente lançado pelo Radiohead mostra a banda ainda se contorcendo em seus estágios iniciais. As quatro faixas desse trabalho de 1992 melhoraram bastante no álbum de estréia da banda, “Pablo Honey”, do ano seguinte. “Prove Yourself” ganhou outro polimento, enquanto “Thinking About You”, que parecia um pouco com Green Day foi desacelerada. Assim como os primórdios de muitas bandas lendárias, há algo mágico ao ouvir esse material e perceber o salto que o Radiohead deu para suas obras-primas.

Meeting People Is Easy

Este documentário de 1998 — apresentado na íntegra no arquivo — continua sendo um instantâneo do aparentemente interminável assédio que o Radiohead enfrentou na sequência de “OK Computer”. As perguntas de jornalistas se tornam cada vez mais desagradáveis à medida em que a turnê avança, e a ansiedade de Thom Yorke se manifesta no ritmo frenético da edição do filme. Revisitando o filme em 2020, uma cena se destaca: a falha na sessão de gravação de “Man of War”, que foi reaproveitada na caixa “OKNotOK” de 2018. Ainda é fascinante assistir ao Radiohead lutando para gravar uma música e especialmente gratificante agora, sabendo que eles finalmente acertaram.

‘Kid A' Blips’

O Radiohead não fez videoclipes para o “Kid A” de 2000. Em vez disso, eles produziram uma série do que foi chamado de "blips" — animações de 10 segundos, livres de contexto e misteriosas. Repletos de ursos com dentes enormes e obras de arte de Stanley Donwood, eles se dispersaram na era pré-histórica de spots promocionais na TV. Mas, ao assisti-los hoje, você se assusta com um vislumbre do futuro, pois parecem algo que foi publicado recentemente em alguma conta do Instagram.

‘The Most Gigantic Lying Mouth of All Time’, Episode 4

Em "Hail to the Thief", de 2003, o Radiohead inovou com outro material visual: eles lançaram a "Radiohead TV", uma estação on-line que exibia curtas-metragens feitos pela banda e seus fãs. Para aqueles que perderam a breve exibição, que contava com a desajeitada tecnologia pré-YouTube, o Radiohead lançou uma compilação em DVD dos filmes "The Most Gigantic Lying Mouth of All Time" no final de 2004. Comece com o quarto e o último episódio, que intercala faixas inéditas, como "Chernobyl 2" e "5ths Reversed", além de esboços de vídeos surrealistas, uma animação de George W. Bush e uma leitura robótica do clássico “No Surprises”, do "OK Computer".

‘I Am a Wicked Child’

Esquecido em grande parte, mesmo entre os fãs do Radiohead, "I Am A Wicked Child" — do EP "Com Lag", de 2004 — é um item estranho entre as raridades da banda. É uma música inspirada nos Beatles, com vocais duplos, referências à "Mother Mary" e uma gaita tristonha. Durante anos, a única gravação ao vivo foi um clipe de um show de 2002. Agora você pode ouvir uma versão de estúdio ao vivo de alta qualidade, tirada do webcast "Amateur Night III" de 2000. Com solos de guitarra barulhentos e gemidos guturais de Yorke, esta versão é muito mais estridente do que a original.

‘Ceremony’ (cover do New Order)

Entre outras coisas, o Radiohead estava na vanguarda das transmissões ao vivo pela internet, isso em uma época em que a discagem ainda era a forma de se conectar. Muitos das primeiras — como "Amateur Night II" ou "Inside Out Night" estavam perdidas, então, finalmente, vê-las de forma menos granulada é muito gratficante. Um dos materiais favoritos é o de "Thumbs Down", de 2007, que inclui uma cover desleixada do clássico "Ceremony", do New Order, de 1981. São pouco mais de três minutos em que eles parecem ser apenas cinco meninos da escola tocando em seus instrumentos uma música que realmente gostam.

‘The King of Limbs’ (vídeo de ‘From the Basement’)

"The King of Limbs", de 2011, o registro mais curto e menos substancial do Radiohead, não é muito querido, mesmo entre os fãs mais obsessivos do Radiohead. Oito músicas, com pelo menos duas faixas que só servem para completar o disco, poderiam ser, na melhor das hipóteses, dois EPs. Depois de tentar se convencer de que o disco fazia parte de algum plano a ser revelado, os superfãs correram atrás dessa gravação ao vivo gravada 10 meses após o lançamento do "The King of Limbs". "From the Basement" inclui versões mais fortes das oito músicas do álbum, além dos singles "Staircase", "Supercollider" e "The Daily Mail".

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