Relação de músico do Korn com a filha é narrada em documentário sobre vícios, fé e amor
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Relação de músico do Korn com a filha é narrada em documentário sobre vícios, fé e amor

Antes de deixar o Korn, em 2005, Brian Welch dividia a vida de rockstar viciado em metanfetaminas com a de pai zeloso pela filha. Sua ex-mulher, Rebekah, saiu de casa quando a menina ainda era criança e Jennea cresceu na estrada, acompanhando o pai músico. Há 13 anos, Head, como é conhecido, se converteu à fé cristã e decidiu deixar o grupo para se reorientar na vida e cuidar da menina, que passava por problemas psicológicos que incluíam impulsos suicidas. O relacionamento dos dois é a história por trás do filme "Loud Krazy Love". O documentário reflete sobre o Korn e o rock, mas também é um canal para propagar um testemunho de fé atrelado a um drama familiar.

O projeto para o filme nasceu depois que Brian deixou o Korn e quis registrar as transformações que aconteciam em sua vida. O filme foi adiado e só em 2013 a ideia foi retomada. A produção levou mais três anos seguida do processo de pós-produção. Ao ver o resultado final, Brian se surpreende com o que viu. "Foi um processo de cura assistir ao filme. É estranho porque alguns aspectos da minha personalidade ainda estão aqui, mas eu não sou mais destrutivo. Tudo que tinha que ir embora e morrer, foi. Esta agora é melhor versão de mim", afirmou em entrevista à “Billboard”.

Quando nós estávamos gravando o filme, houve muita cura emocional. Foi como uma terapia

Após deixar a banda, Brian passou por momentos complicados ao tentar largar as drogas ao mesmo tempo em que tentava se tornar um bom pai para sua filha. A junção das duas (e de outras) necessidades, não pesou bem aos ombros do rockstar. O filme traz imagens de Brian em turnê em que se pode ver Jennea ao seu lado no backstage. Com pouca idade, a então menina não percebia que estava em um ambiente pouco apropriado para crianças.

"Houve muitos momentos difíceis", confessa Jennea, que mantém os pés no chão e enxerga a profissão do pai como algo comum. "Quando nós estávamos gravando o filme, houve muita cura emocional. Foi como uma terapia", diz.

O relacionamento entre os dois foi se tornando a peça fundamental do enredo no desenrolar das filmagens. Jennea foi enviada para uma espécie de reabilitação após o pai perceber cortes nos braços dela, próximo a época em que ele voltou para o Korn, em 2012. Ele cogitou deixar a banda novamente se a sua reintegração fosse causar qualquer tipo de impacto negativo na vida da filha. Por outro lado, a garota sempre foi a favor da presença do pai no grupo. "Nós mudamos juntos”, afirma o músico.

Quando perguntados por que os dois conseguiram fortalecer seus laços, superar diferenças e manter um relacionamento bom mesmo em meio a tantos conflitos internos, Brian responde: “Acho que muito disso tem a ver com minha família. Há problemas em todas as famílias, mas todo mundo se resolve. Todo mundo se coloca em posição de tolerância. Todos se amam e sabem que somos todos pessoas imperfeitas”.

Jennea Welch e Brian Welch em um evento de divulgação sobre o filme / Foto: Getty Images
Jennea Welch e Brian Welch em um evento de divulgação sobre o filme / Foto: Getty Images

Disponível na plataforma de streaming do canal de TV americano Showtime, o filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

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