Robyn se consagra na lista de melhores da década do 'New Musical Express'
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Robyn se consagra na lista de melhores da década do 'New Musical Express'

O “New Musical Express” publicou as 100 melhores músicas da década, escolhidas por jornalistas, críticos e colaboradores do site. A lista está cheia de artistas que buscam se diferenciar, e essa diferenciação talvez seja a mensagem que define a maioria dessas canções.

Vale ressaltar que a faixa mais antiga dessa lista é “Stylo” , do Gorillaz, um funk político que, lançado no primeiro mês do primeiro ano da década, alertou sobre os danos que a humanidade está causando ao meio ambiente. E a mais recente é “Bad Guy” , lançada este ano por Billie Eilish, uma obra-prima excêntrica do pop alternativo.

O “NME” ainda lança um desafio: é possível resumir uma década em uma só faixa? Dá para filtrar dez anos em quatro minutos?

Tente responder com a lista abaixo, onde estão as dez primeiras colocadas. A completa, com as 100 canções, está neste link.

10. Kendrick Lamar, ‘Swimming Pools’ (2012)

O hit chamou a atenção para Kendrick Lamar, dando ao rapper um de seus maiores sucesso nos Estados Unidos e marcando sua primeira aparição nas paradas britânicas. Foi também um exemplo perfeito de sua capacidade de abraçar e subverter simultaneamente clichês musicais. Na primeira audição, você pode facilmente ter confundido isso com uma música para trilhas sonoras de festas loucas, mas se você prestar atenção, logo fica claro que Lamar satiriza exatamente isso e alertando para o alcoolismo. Lamar disse que a música é realmente sobre crescer com a escolha de se tornar um bebedor casual ou um alcoólatra.

9. MIA, ‘Bad Girls’ (2010)

Em "Bad Girls", MIA mostra seu lado mais furioso, o de um artista que não jogaria de acordo com as regras. O vídeo dirigido por Romain Gavras adicionou outras camadas à música aparentemente inócua. Realizando uma corrida com mulheres vestindo niqab e apoiando o movimento "Women to Drive" da Arábia Saudita — onde elas era proibidas de dirigir até 2018 —, a música não mostra só uma artista no comando, mas alguém que tenta tornar o mundo mais igualitário.

8. Frank Ocean, ‘Pyramids’ (2012)

Se houve uma música que capturou a arte de Frank Ocean, são os nove minutos e 54 segundos de "Pyramids", o segundo single do seu álbum de estreia, "Orange", que também é um dos melhores discos da década. A música é uma experiência, viaja gerações, séculos e milênios, percorrendo gêneros com inúmeras metáforas e fazendo um inteligente jogo de palavras.

7. Daft Punk, ‘Get Lucky’ (2014)

Você só precisa ouvir os versos “She’s up all night 'til the sun / I’m up all night to get some” e o inconfundível riff de guitarra de Nile Rodgers e essa incrível música nunca mais vai sair de sua mente. "Get Lucky" foi o melhor de um verão que seguiu ecoando. A música transcendeu os clubes e tornou-se atemporal. Quer você goste ou não, não há como negar que ela atingiu um delicado equilíbrio entre o novo e o estranhamente familiar — e alcançou uma espécie de loop de reprodução eterna.

6. Kanye West, ‘Power’ (2010)

É uma letra importante que conta tudo sobre Kanye West e também explica o título perfeito desse álbum, "My Beautiful Dark Twisted Fantasy". Kanye tinha caído em desgraça na época: arruinou o discurso de Taylor Swift nos VMAs em 2009 ("Yo Taylor! Estou muito feliz por você, vou deixar você terminar, mas Beyoncé teve um dos melhores vídeos de todos tempos") e foi chamado de imbecil por Obama. “Screams from the haters,” zomba ele. “Got a nice ring to it / I guess every superhero need his theme music.” A vulnerabilidade é até convincente, mas a autoconfiança de Kanye é muito mais contagiosa.

5. Arctic Monkeys, ‘Do I Wanna Know?’ (2013)

Liricamente, a música viu Alex Turner ansiando por uma chama anterior, enquanto tentava seduzi-la mais uma vez. Matt Helders e os vocais de apoio em falsete de Nick O'Malley forneceram um lindo contraponto à voz de Turner, enquanto os riffs de Jamie Cook teciam em torno de todos como um leopardo à espreita. A música tornou-se um hit favorito dos fãs, e os Monkeys a usaram como música de abertura durante a turnê "AM".

4. The 1975, ‘Love It If We Made It’ (2018)

A canção não é uma música de protesto, mas uma polêmica impetuosa que captura a época em que vivemos. Matty Healy grita trechos de notícias globais: brutalidade policial, racismo, proliferação de fake news, sexismo de Donald Trump, hedonismo alimentado por drogas e aquecimento global. Um bombardeio de melancolia acaba abrindo caminho para guitarras funk, enquanto coros sintetizados ecoam. Apesar dos horrores mencionados na letra — como a morte do refugiado sírio Alan Kurdi, de três anos -, ela prevalece esperançosa. “I’d love it if we made it”, Healy insiste.

3. Lana Del Rey, ‘Video Games’ (2011)

O single de estreia de Lana Del Rey foi um sinal para sua carreira futura. Em "Video Games" e no que se seguiu, ela se recusou a seguir as tendências populares e construiu um universo à sua volta. Ironicamente, Del Rey escreveu a canção quando, segundo ela, "abandonou" suas ambições musicais — mas o single instantaneamente fez dela um sucesso. O vídeo, com fotos sombrias da cantora, clipes de skatistas, atrizes de Hollywood e pontos turísticos de Los Angeles, também resumia a obsessão coletiva com os filtros do Instagram. Pode-se dizer que foi o início de uma artista que se tornaria uma das estrelas da década.

2. Lorde, ‘Green Light’ (2017)

Em sua estreia com "Pure Heroine", Lorde capturou a banalidade de uma cidade destruída “with no postcode envy” e seu desejo de escapar dela. O álbum transformou a adolescente em uma estrela global. E assim, para seu segundo disco, Lorde se voltou para seus sentimentos internos mergulhando em desgosto, isolamento e desapego. "Green Light", o primeiro single do álbum, mostra uma intimidade perdida, que permanece como uma sombra. Mas há um novo som e uma estrada aberta pela frente: uma vez que esses sinais mudem, Lorde vai conseguir sair rapidamente para um lugar melhor.

1. Robyn, ‘Dancing On My Own’ (2010)

A música de Robyn geralmente sustenta a pista de dança como um lugar utópico. "É legal estar no seu próprio espaço, dançar nos seus próprios termos, no meio de todas essas outras pessoas fazendo a mesma coisa", disse ela ao "NME" no ano passado. "Dancing On My Own" opta por uma descrição crua da solidão — ficar no canto de uma boate, vendo seu ex beijar outra pessoa. É um encapsulamento perfeito de desgosto e auto-sabotagem. No entanto, os beats arrancam a coisa toda da escuridão e, de alguma forma, fornecem um breve lampejo de esperança. “I just came to say goodbye”, decide, repentinamente, Robyn.

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