Rock in Rio 2019: festival recebe maior aprovação do público desde 2011 e entrega 300 horas de música
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Rock in Rio 2019: festival recebe maior aprovação do público desde 2011 e entrega 300 horas de música

Tudo que é bom chega ao fim, e com o Rock in Rio não poderia ser diferente. A 8ª edição do festival em solo brasileiro se encerrou na madrugada deste domingo (7), com um show da banda britânica Muse. Segundo a organização do evento, 700 mil pessoas visitaram a Cidade do Rock ao longo destes sete dias. No total, 250 artistas apresentaram 300 horas de música, e ficaram espalhados pelas diversas atrações, como Palco Mundo, Sunset, Cariocas, Rock District, além dos novatos, Highway Stage, na Rota 85, SuperNova, Rock Street Asia, Espaço Favela, New Dance Order e Supernova.

Para a edição de 2019, o Rock in Rio cresceu de tamanho em relação a 2107: ganhou 60 mil metros de área total. E também teve mais novidades do que antes, com banda que levou um avião cenográfico ao Palco Mundo, cantora que sobrevoou o público da Cidade do Rock presa a extensos cabos de aço, vocalista descendo na tirolesa durante a abertura do show, o público convidado para dançar no encerramento da apresentação, pedidos de casamentos e muito artista descendo para a plateia.

O público, ao que parece, gostou mesmo das mudanças. De acordo com uma pesquisa realizada no segundo fim de semana do evento, a avaliação do festival recebeu nota 9,3, a maior desde 2011, quando o Rock in Rio voltou a ser sediado no Brasil.

Banda britânica Muse se apresentou no último dia do Rock in Rio/Divulgação/I Hate Flash
Banda britânica Muse se apresentou no último dia do Rock in Rio/Divulgação/I Hate Flash

Em um comunicado, o presidente do festival, Roberto Medina, disse que a escolha dos artistas para a edição desta ano foi muito acertada. "Nomes que nunca se apresentaram garantiram espetáculos inacreditáveis, como a P!nk", avaliou ele. "Tivemos shows de tirar o fôlego. Iron Maiden e Scorpions saindo do óbvio e arrebatando uma Cidade do Rock inteirinha para eles. E o que falar dos encontros do Sunset e ainda do Espaço Favela? Se o primeiro já está consolidado e nas graças dos fãs, o Favela reforçou toda a sua relevância e expressividade com nomes que de fato são impressionantes."

Roberto também aprovou as novas atrações do evento que "que extrapolam o universo da música", como a Nave e o Fuerza Bruta. "Mas se eu tivesse que resumir esta edição em uma única palavra, eu diria: público. São os fãs que trazem esta energia positiva e contagiante e, de fato, em 2019 eles reinaram aqui, mais que qualquer área ou atração. Foram dias de paz, reforçando que é possível construir um Rio de Janeiro melhor para todos", ressaltou ele, que junto da filha Roberta, já está de olho em 2021.

Visitantes da Cidade do Rock pararam em diversos pontos do local para garantirem uma foto bacana para as redes sociais/Divulgação/I Hate Flash
Visitantes da Cidade do Rock pararam em diversos pontos do local para garantirem uma foto bacana para as redes sociais/Divulgação/I Hate Flash

Falando em futuro, Roberta Medina ficou mesmo empolgada com o sucesso do Espaço Favela, e falou na possibilidade de expandi-lo na próxima edição do festival. "Ele veio para ficar. A gente não entrou no debate, ainda, se ele vem (em 2021) como palco, essa cara de palco, como é que a gente vai dar continuidade à proposta do Espaço Favela. Continuidade vamos dar, sem dúvida nenhuma. Agora, o formato a gente vai começar a trabalhar nele, a partir de amanhã (esta segunda-feira, 7)", disse a empresária ao site "G1".

Como o Rock in Rio é um evento engajado em causas ambientais, e mostra-se sempre preocupado com as florestas, principalmente a Amazônia, é claro que vamos falar sobre lixo. Ao longo dos sete dias de festival, a expectativa da produção era recolher, aproximadamente, 350 toneladas de resíduos na Cidade do Rock. Todos os resíduos foram encaminhados para cooperativas que dão um destino mais sustentável a eles, a partir da quantidade e da qualidade de material gerados. Acredita-se que cada cooperado ganhe em torno de R$ 1,600 nos dois fins de semana do evento. Esse valor corresponde, em média, ao dobro do que cada uma consegue lucrar em um mês. Cerca de 80 cooperados foram beneficiados neste ano.

O Espaço Favela foi um sucesso na sua estréia. O funk foi muito bem representado nesta edição do Rock in Rio/Divulgação/I Hate Flash
O Espaço Favela foi um sucesso na sua estréia. O funk foi muito bem representado nesta edição do Rock in Rio/Divulgação/I Hate Flash

Agora, sobre cifras: o Rock in Rio 2019 injetou na cidade, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, R$ 1,7 bilhão. Mais de 25 mil empregos foram gerados, e a rede hoteleira bombou nos dois fins de semana do evento. De acordo com o Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município, no primeiro fim de semana do Rock in Rio, a média de ocupação foi de 78% — sendo os bairros de Ipanema e Leblon os preferidos dos turistas, com 87%, seguidos por Barra e São Conrado, com, 83%, e Copacabana e Leme, com 81% de ocupação.

Já na segunda semana de festival, a média de leitos ocupados subiu para 84% — com Flamengo e Botafogo saindo na frente como os bairros mais procurados, 92%, Ipanema e Leblon no segundo lugar, com 85%, e Barra e São Conrado na terceira posição, 84%. A pesquisa mostrou, ainda, que a maioria das pessoas vieram de outros estados brasileiros como São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Já entre os estrangeiros, americanos, argentinos e franceses foram a maioria. Legal, né? Mal podemos esperar por 2021.

Diversidade é o lema do Rock in Rio. E teve todas as cores do arco-íris nesta edição/Divulgação/I Hate Flash
Diversidade é o lema do Rock in Rio. E teve todas as cores do arco-íris nesta edição/Divulgação/I Hate Flash

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