Roger Daltrey diz que pandemia ameaça fundos da Teen Cancer America e garante que seguirá cantando depois que o pior passar
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Roger Daltrey diz que pandemia ameaça fundos da Teen Cancer America e garante que seguirá cantando depois que o pior passar

Em 2012, Roger Daltrey e Pete Townshend, do The Who, criaram uma fundação para apoiar adolescentes com câncer. Com a pandemia de coronavírus e, em consequência, sem seu apoio financeiro principal, que vinha dos shows ao vivo, a Teen Cancer America pode passar por dificuldades. Segundo Roger, nem um show por streaming adiantaria muito. "Não tem dinheiro... (risos) Pergunta pra um músico qualquer.Os únicos que ganham dinheiro são as empresas de streaming. Você pode ter 1 bilhão de streams e te pagam 5 mil dólares. Puxa, cara, é cruel", afirma o vocalista.

Se o coronavírus é devastador para as pessoas aparentemente saudáveis, para aqueles que têm a imunidade baixa é um perigo bem maior. Os jovens com câncer, que fazem parte desses grupos mais vulneráveis, vêm preocupando Roger Daltrey. O vocalista lembra que no caso deles, cada tratamento quefazem compromete seu sistema imunológico. "É devastador pra eles."

Roger Daltrey e Pete Townsend em um show beneficente para a Teen Cancer America em 2013. Foto: Getty Images
Roger Daltrey e Pete Townsend em um show beneficente para a Teen Cancer America em 2013. Foto: Getty Images

Roger Daltrey e Pete Townshend criaram há oito anos a Teen Cancer America, fundação para dar apoio a jovens vítimas de câncer, e, desde então, vem financiando serviços e alas hospitalares especializadas para eles e suas famílias. "Nós não mexemos com remédios. Fornecemos atendimento social e psicológico especializado e programas adequados a essa faixa etária. Pagamos por esse espaço nos hospitais, fornecendo enfermagem especializada", explica Roger em entrevista à "Associated Press".

O mês de junho é dedicado aos Sobreviventes de Câncer na Inglaterra, mas Roger teme que não tenha nada para se comemorar e sim, muita apreensão. Primeiro, porque a doença abaixa significativamente a imunidade dos pacientes, que vivem sob várias restrições. "Com a Covid-19, tive que refletir sobre o que vinha ensinando a meus pacientes a fazer antes da pandemia. Agora, é o que eu preciso fazer em minha própria vida. Muitos pacientes me disseram: 'Sinto que meus amigos entendem um pouco mais do que tenho feito. Não que eles não soubessem antes, mas agora parecem entender'. Eu já vi o difícil, o desconfortável e o desconhecido antes da Covid; agora vejo como nos unimos para dar pequenos passos e olhar para o futuro", diz Kara Landrum, especialista em adolescentes e jovens adultos no site da instituição.

Sobre as atividades do Who, Roger conta que Pete está compondo e que ele anda cantando sozinho para manter a voz. "Quem sabe quando voltaremos? Tenho 76 anos agora. Se voltarmos na próxima primavera, completarei 77. Não quero voltar sendo a metade do que era no ano passado", conta ele, ao mesmo tempo, sem sinalizar uma aposentadoria. "Eu acho que a música é uma coisa que deve continuar sendo feita enquanto você pode fazê-la. Mas uma vez que começa a perder a vivacidade, a paixão e capacidade de mexer com o público, aí você tem que dizer: 'Não conseguimos mais'. Mas eu vou continuar. Não sei o que mais eu poderia fazer, cara!", conta Roger.

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