Santa Lucia, banda feminina finlandesa de metal progressivo é o relançamento mais 'cool' do ano, segundo a 'Rolling Stone'
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Santa Lucia, banda feminina finlandesa de metal progressivo é o relançamento mais 'cool' do ano, segundo a 'Rolling Stone'

A gravadora independente Svart Records, baseada em Turku, na Finlândia, é um selo dedicado ao heavy metal e ao doom metal. No país, conhecido por sua devoção pelo rock pesado, ela representa bandas como Rippikoulu e Demilich, e tem como objetivo, além de lançar artistas, desenvolver reedições de álbuns nunca antes divulgados no formato de vinil. O trabalho mais recente da gravadora foi o LP triplo "Perse Palaa" (em tradução livre, "A bunda está de volta"), do quinteto finlandês Santa Lucia, grupo de mulheres criado nos anos 1980 e que, recentemente, retomou suas atividades.

De acordo com a "Rolling Stone" americana, este é "o relançamento mais cool de 2019". Um dos motivos é que a banda é tão underground que é pouco provável que alguém no Brasil, ou em qualquer outro lugar do mundo que não a Finlândia, tenha ouvido falar dela. "Se alguém conhecer a Santa Lucia sem ser um finlandês convicto, tiramos o chapéu para você", escreveu Hank Shteamer, editor da revista. Para se ter uma ideia, a girlband foi formada quando as cinco integrantes — Kati Pyykkö, Virpi Mattila, Mari-Anne Mäki, Eija Morottaja Outi e Maria Kultalahti — tinham 12 anos. Elas conseguiram o primeiro contrato profissional com uma gravadora anos bem depois, aos 16.

"Perse Palaa" reúne o único álbum lançado pelo grupo durante seu período de atividade, entre 1metal progressivo,, e, a, entaa984 a 1992, "Arktista Hysteriaa" — histeria ártica, em bom português — originalmente editado pela Poko Rekords, e mais faixas de EPs e sobras de estúdio.

Apenas uma faixa de "Perse Palaa" está disponível para ser escutado pela internet. Trata-se de "Hiljainen mies" ("homem quieto"), uma canção de seis minutos que mostra toda a potência e o talento da Santa Lucia — nome derivado da santa homenageada por feriado comemorado na Finlândia com procissões de meninas vestindo roupas brancas.

As informações sobre a Santa Lucia em inglês são basicamente escassas, restando apenas textos mais extensos sobre a banda em finlandês. As chances de quem escreve esse texto ler nesse idioma são mínimas, portanto, apelou-se para o tradutor mais tosco possível em busca de mais materiais sobre as influências musicais do grupo. Na descrição do EP "Perse Palaa", a guitarrista Kati enumera seus artistas favoritos: Sade, Duran Duran, Pink Floyd e Iron Maiden. As outras integrantes do Santa Lucia apontaram o Faith No More e Cyndi Lauper como inspirações.

As meninas do Santa Lucia na capa do disco 'Arktista Hysteriaa', de 1990/Divulgação
As meninas do Santa Lucia na capa do disco 'Arktista Hysteriaa', de 1990/Divulgação

Em 2011, as cinco garotas retomaram os trabalhos do grupo para realizar alguns shows pela Finlândia. Registros desse momento podem ser encontrados no YouTube e em fotos disponíveis junto ao LP de "Perse Palaa". Em todas as imagens, as meninas, hoje mulheres adultas, estão radiantes, o que leva a acreditar que elas adoram tocar juntas.

"A maioria de nós se conhece desde os sete anos", disseram as integrantes do Santa Lucia através de um comunicado. "Tínhamos 12 quando formamos a banda, 16 quando assinamos com a gravadora e 21 quando paramos de tocar juntas. Naquela época, éramos divertidas, autoindulgentes e meio doidas. Não era fácil para a sociedade nos digerir. Nos anos 1980, as pessoas pensavam diferente sobre as mulheres mas, felizmente, não cedemos às expectativas da época. Nosso caminho era a rebeldia."

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