Silva, parceiro de Lulu Santos no Palco Sunset, está menos tímido e aberto a 'todas as formas de amor'
Rock in Rio 2019

Silva, parceiro de Lulu Santos no Palco Sunset, está menos tímido e aberto a 'todas as formas de amor'

Aos 31 anos, o cantor capixaba Silva está em sua melhor forma. Ele garantiu que também se sente menos tímido do que antes, em entrevista ao Reverb. Só neste ano, ele se jogou num bloco de carnaval próprio, se colocou mais nas redes sociais e mostrou-se mais confiante no próprio som e nas performances no palco. Nem por isso, o músico diz que se sente menos ansioso pela responsabilidade de dividir um show no Sunset ao lado do experiente Lulu Santos, 66 anos, no Rock in Rio — participante de três edições do festival, em 1985, 2013 e 2015 —, no domingo (6).

"É minha primeira vez no Rock in Rio no Brasil. Já tinha participado do Rock in Rio Lisboa, em 2014", disse o artista, que toca piano, violino, violão, e mais um monte de instrumentos "só por diversão". "Estou muito animado e confortável. O Lulu é um cara com quem me identifico, e estou numa fase menos tímida. Se esse convite acontecesse antes, eu não iria aproveitar. Ficaria focado apenas na ansiedade. Hoje, eu só quero curtir o momento sem me preocupar com a pressão."

No Rock in Rio de 2001, sediado no Maracanã, Silva tinha entre 13 e 14 anos. Ele contou que, desta edição, a apresentação de uma banda em especial ficou marcada: a do Silverchair. "Era muito fã do grupo naquela época", declarou ele, que em shows, já interpretou algumas músicas de Lulu. "Fiz uma versão de 'Como Uma Onda no Mar' usando um instrumento caribenho chamado steel drum. Também toquei 'SOS Solidão' e a música que temos juntos, 'A Noite' (com participação do rapper cearense Don L).'

Falando em adolescência, Silva, cujo primeiro nome é Lúcio, relembrou sua fase meio emo, e falou que, em sua casa, teve uma formação "um pouco fora da curva".

"Venho de uma família pouco tradicional. Minha mãe me trouxe a parte da música erudita. Mas meus pais nunca tiveram preconceito com outros gêneros. Meu irmão, mais velho me introduziu no rock nacional, me apresentou Paralamas, Legião Urbana. Depois, tive uma fase de curtir bandas britânicas, o Strokes... Isso tudo passou, como a fase emo. Minha coisa sempre foi experimentar. Eu gosto de transitar entre os gêneros, mas agora estou curtindo um momento pop", contou o artista, representante da comunidade LGBTQ+, assim como Lulu.

No Rock in Rio deste ano, o músico curtiu, no primeiro fim de semana do festival, os shows de Iza e Ivete. Ele gosta do som nacional, mas também está empolgado para ver a apresentação do Muse, banda que já assistiu em duas ocasiões. "Nesse próximo fim de semana quero ver Anitta, Anavitória, Saulo, Paralamas...", elencou.

Sobre Lulu Santos, Silva classifica o parceiro como um "camaleão", no melhor dos sentidos. "É um cara que sabe muito de música e é muito carismático. Qualquer pessoa consegue reconhecê-lo pela voz", descreveu o hitmaker. Ele também considerou, assim como Lulu, outros ídolos pop brasileiros fundamentais: "Marisa Monte, Marina Silva e Anitta. Elas conseguiram fazer uma coisa difícil, que é criar uma música tipicamente brasileira. Fazer música não é fácil, e acho que esses artistas conseguiram se conectar com várias gerações, fazem música que duram para sempre."

Divulgação/Breno Galtier
Divulgação/Breno Galtier

Perguntado sobre o show com Lulu no Palco Sunset, Silva não deu um spoiler sequer. O ensaio com o parceiro musical acontece na sexta-feira (4), quando irão alinhar os últimos detalhes da apresentação que pode ter algum momento ou discurso especial direcionado aos LGBTQ+. "Ainda não sabemos o que vai acontecer. De qualquer forma, nós cantamos o amor em nossas músicas, celebramos ele. E isso já mostra nosso posicionamento naturalmente", afirmou ele, que vêm sendo frequentemente "assediado" por fãs nas redes sociais. Engana-se quem pensa que Silva não os responde.

No Twitter, um admirador do cantor sugeriu um sexo a três, ou ménage, e ele respondeu com muito bom-humor. Silva comentou que acredita ser justa "toda forma de amor", como canta Lulu em seu hit. "Eu super acredito nisso. Acho interessante a pluralidade mas, claro, não é para todos. Cada um precisa seguir o formato que acredita e que se sente mais confortável. Eu gosto de colocar essa lenha na fogueira para chamar atenção para o assunto. É preciso falar sobre isso mais do que nunca", completou.

Às 19h05min, Silva sobe ao palco do ídolo Lulu, que há quatro anos convidada Mr. Catra (1968-2018) para seu show no Palco Mundo. É de se esperar, portanto, uma apresentação eletrizante, plural, repleta de hits e momentos de amor. Ficaremos de olho.

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