Sting, Joan Jett, Nile Rodgers e outros artistas regravam clássicos da música para alertar sobre Alzheimer
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Sting, Joan Jett, Nile Rodgers e outros artistas regravam clássicos da música para alertar sobre Alzheimer

O clássico “Sittin’ On The Dock Of The Bay”, de Otis Redding, (1941-1967), acaba de ganhar uma ótima cover feita pela voz de Sting. O cantor, ex-The Police, se juntou à Alzheimer's Association, instituição americana de apoio às famílias afetadas pela doença degenerativa, para participar do projeto “Music Moments”. A iniciativa nada mais é do que entrevistar artistas renomados sobre o poder da música e colocá-los para regravar alguma canção que tenha marcado suas vidas. As músicas serão lançadas em um álbum. Nile Rodgers também participa do projeto com “Hey Jude”, dos Beatles, além de Sharon Van Etten, com “If My Love Could Kill”, de Lucinda Williams), Joan Jett, que toca a própria “Hard To Grow Up” e mais seis artistas.

Em sua versão, Sting toca violão e assobia enquanto o barulho das ondas batendo na areia e o canto dos pássaros ressoam ao fundo. “Eu tinha uns 15 ou 16 anos quando a música foi lançada. Já era um fã de Otis Redding e ele costumava ser reconhecido pela soul music cheia de energia, mas essa música era tão contemplativa e triste…”, reflete o ex-líder do Police. “A canção é toda estruturada em acordes maiores, mas mesmo assim ainda tem uma tristeza nela, o que é meio inexplicável”, diz.

Sting conta que uma das memórias mais antigas que tem de sua vida envolve música. Na cabeça do cantor, vem uma imagem de sua mãe sentada ao piano, enquanto ele a assistia do chão. “Quando eu ganhei um violão, o reconheci como um amigo antigo que eu havia perdido. Eu sempre peço que o violão me mostre algo novo pelas manhãs. E, após 60 anos, ele segue me ensinando coisas”, conta.

A Alzheimer's Association foi fundada em 1980 para ajudar pessoas, familiares e cuidadores afetados pela doença. “A minha sogra morreu de Alzheimer precoce e esta é uma doença trágica e horrível. Qualquer pesquisa que nós possamos fazer agora é absolutamente importante”, pontuou Sting.

A história de Nile Rodgers com a doença é a ainda mais próxima. Há 13 anos, sua mãe, Beverly Goodman, trava uma batalha contra ela (leia mais sobre ela aqui). “Eu escolhi ‘Hey Jude’ porque era uma música que eu cantava para a minha tia que tinha Alzheimer. Toda vez que nós íamos visitá-la, nós cantávamos ‘Hey Jude’ e ela cantava cada verso junto”, relembra Nile. “Minha mãe atualmente tem Alzheimer, a irmã dela morreu disso, o irmão dela morreu disso, a mãe dela morreu disso, a tia dela morreu disso, a prima dela morreu disso. Isso é inacreditável para mim”, desabafa o guitarrista.
Para Joan Jett, cantar é uma das melhores formas de chamar atenção para a doença e suas consequências nas famílias que convivem com ela. “Escrever músicas sobre isso conectaria outras pessoas que estão passando por isso, que se identificam e dizem: ‘Meu Deus, tem alguém que me entende!’. Essa é a mágica da música.”

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