SZA denuncia rede de produtos de beleza por racismo, e empresa reage com ação pouco convincente
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SZA denuncia rede de produtos de beleza por racismo, e empresa reage com ação pouco convincente

O ano é 2019, e nós poderíamos estar andando em carros aéreos ou atribuindo tarefas domésticas a robôs, como previa o desenho animado "Os Jetsons", criado nos anos 1960. Entretanto, continuamos a lutar contra os mesmos problemas herdados das gerações e séculos passados, como o machismo, a homofobia, o capacitismo, e, claro, o racismo. Esse assunto ganhou ainda mais notoriedade no noticiário internacional em abril, quando a cantora SZA, que faz parte do selo musical de Kendrick Lamar, o Dawg Entertainment, foi vítima de preconceito dentro de uma loja da Sephora em Calabasas, na Califórnia.

Ela estava fazendo compras em uma das franquias da empresa de itens de beleza quando uma funcionária acionou a segurança, intuindo que ela estava roubando algo. A vendedora, no entanto, não imaginava que se tratava de uma artista mundialmente famosa, o que torna o episódio ainda mais assustador. Mas ele fica ainda pior, pois SZA atuou como colaboradora da Sephora antes de seguir a carreira artística. Sendo assim, ela sabia que essa não era a instrução correta para abordar uma cliente "suspeita" — que, nesse caso, nem era suspeita.

SZA é rainha, Sephora nadinha!/Getty Images
SZA é rainha, Sephora nadinha!/Getty Images

Transtornada com a situação, a cantora foi até o Twitter, rede social na qual tem mais de 2 milhões de seguidores, relatar o ocorrido. Assim, ela conseguiu o que queria: chamar a atenção da marca, que a respondeu em questão de horas. "Oi, SZA. Lamentamos o episódio na loja de Calabasas e ficamos contentes que seu relato tenha chegado até nós", escreveu um representante da empresa. "Saiba que levamos esse tipo de reclamação a sério e vamos trabalhar para reverter essa situação imediatamente."

Um mês depois, a Sephora anunciou que os 16 mil empregados de toda a rede de franquias vão participar de uma workshop para entender "os valores da marca". Portanto, nesta quinta-feira (5), todas as lojas da empresa vão fechar para receber um treinamento sobre diversidade.

A atitude parece "drástica" e interessante. Mas as lojas ficarão fechadas por apenas 1 hora — de 10h às 11h, horário de pouco movimento que pouco impacta no faturamento da empresa.

Da forma anunciada, porém, a ação cheira a marketing. Principalmente, porque a Sephora disse em um comunicado que já estava se preparando há seis meses para lançar a iniciativa dos workshops. Apenas o fez quando percebeu que sua reputação poderia decair.

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