Tipo Importação: Ásgeir, o 'príncipe' do rock islandês nos anos 2010
Especial

Tipo Importação: Ásgeir, o 'príncipe' do rock islandês nos anos 2010

Nome: Ásgeir Trausti Einarsson

Gênero: Indie rock

Desde quando: 2012

Discografia: “Dýrð í dauðaþögn” (2012), “In the Silence” (2014), Afterglow (2017)

Tamanho nas redes sociais: YouTube – 60.880 inscritos; Deezer – 29.516 fãs; Facebook – 154.036 curtidas; Instagram – 30,7 mil seguidores; Twitter - 16 mil seguidores.

Imagine, aos 20 anos de idade, ter muitas músicas compostas na solidão do inverno do norte da Europa, encaixar nelas poemas escritos por seu pai em um idioma que pouquíssimas pessoas do mundo conhecem e, além de agradar ao pessoal de seu país, chamar a atenção de um de seus ídolos, que vira seu parceiro musical? Este é o resumo do início da carreira de Ásgeir, músico islandês que hoje, com seis anos de estrada, é o principal nome solo masculino da ilha europeia de quase 350 mil habitantes.

Calcado no indie rock, seu álbum de estreia é todo em islandês, então pode estranhar o nome à vontade: “Dýrð í dauðaþögn” (que significa algo como “Glória no silêncio da morte”). Depois de ter sido comprado por uma em cada quatro pessoas na Islândia – 25% da população de um país, por menor que seja, não é pouca coisa –, ele foi reconhecido como o álbum de estreia mais vendido da história local e ganhou três discos de platina.

Parceria de pai e filho + ídolo

Ásgeir sempre foi bom em escrever melodias, mas não letras. Por isso, quando decidiu levar suas músicas para o estúdio, pediu a ajuda do pai (o poeta Einar Georg Einarsson) para ter o que cantar. Paizão atendeu, e as músicas com letra são todas parcerias entre os dois.

O casamento entre as notas musicais e as sílabas cantadas deu tão certo que John Grant (ex-The Czars), que estava passando um ano sabático na Islândia, quis conhecê-lo e lhe fazer uma proposta: traduzir aquilo tudo para o inglês e lançar Ásgeir em uma carreira internacional. E assim nasceu o segundo álbum dele, “In the Silence”.

Os destaques são, além da faixa-título, “Torrent” e “King and Cross”.

A base musical permaneceu exatamente a mesma, então se você ouvir o primeiro disco em islandês ou o segundo em inglês terá as mesmas sensações: é um rock elaborado, com fortes influências britânicas e o equilíbrio certo entre um som mais robusto e baladas para os corações apaixonados. Tudo com o frescor de quem recém tinha entrado na vida adulta quando compôs.

Plano de carreira internacional em andamento

A partir daí, Ásgeir começou a se jogar para o mundo. Lançou o disco com turnê na Inglaterra, participou de festivais na Alemanha e na França (esteve no lineup do Montreux Jazz Festival de 2016), percorreu a Austrália, onde também é bastante famoso (“In the Silence” alcançou o oitavo lugar na parada local).

As músicas novas vieram em 2017, com “Afterglow”, em que é nítido o esforço para crescer musicalmente. Com a experiência acumulada nos shows e viagens, o som ficou ainda mais elaborado; de acordo com a revista “Uncut”, “quase planejado demais”. Mas nada que comprometa o resultado grandioso, que fique claro – os arranjos de cordas são belíssimos e entrou no jogo a influência folk islandesa.

Também não há dúvida de que existe ali um plano de conquista de novos públicos mundo afora: as letras agora são praticamente todas em inglês (apenas “Hold” foi composta em islandês) para facilitar essa empreitada. Apesar de já ter se apresentado nos EUA e da força dada por Grant, Ásgeir ainda não conquistou a plateia americana. Com o caminho que vem sendo aberto por bandas como Of Monsters and Men e Kaleo, isso deve ser apenas uma questão de tempo.

* Tipo Importação é um especial que, todo mês, vai apresentar o melhor da música de países não tão visados pelos brasileiros. Neste mês apresentaremos ritmos e artistas da Islândia.

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