Tipo Importação: Com toques locais, o indie rock da África do Sul merece sua atenção
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Tipo Importação: Com toques locais, o indie rock da África do Sul merece sua atenção

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Se da África veio a ancestralidade para a criação do rock, por meio do trabalho de gênios como Chuck Berry e Little Richard, nada mais natural que o rock ter seu espaço no caldeirão cultural africano desde sempre e até hoje. Na África do Sul, especificamente, o rock alternativo é um estilo forte, com artistas que fundem muito bem o estilo original a ritmos que vão do kwela ao folk locais.

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Quatro bandas se consolidaram e estão em destaque no cenário do rock alternativo sul-africano atualmente. Conhecer o trabalho delas é ter um belo panorama do que rola por lá e ampliar o repertório para além das bandas britânicas e norte-americanas do gênero. 

Vem com a gente saber mais!

The Parlotones

Sem dúvida, a banda sul-africana de rock mais famosa mundialmente, com turnês europeias bem-sucedidas na bagagem e uma apresentação bem bacana na abertura da Copa do Mundo de 2010. Naquela ocasião, inclusive, figurou na lista de headliners do evento ao lado de nomes como Shakira, Black Eyed Peas e Alicia Keys

Na ativa desde 1998, seus integrantes são Kahn Morbee, Neil Pauw, Glenn Hodgson e Paul Hodgson. Kahn e Neil já eram amigos desde os tempos de escola e conheceram Paul na Universidade de Joanesburgo. Glenn, o irmão caçula de Paul, veio “de brinde” na formação da banda, porque já tocava baixo muito bem desde os tempos de Ensino Médio.

As influências declaradas dos Parlotones são The Smiths, The Cure e R.E.M., o que se nota no som que fazem. Seus álbuns são “Episoda” (2003), “Radiocontrolledrobot” (2005), “A World Next Door to Yours” (2007), “Stardust Galaxies” (2009), “Eavesdropping on the Songs of Whales” (2011), “Journey Through the Shadows” (2012), “Stand Like Giants” (2013), “Antiques & Artefacts” (2015), “Trinkets, Relics & Heirlooms” (2016) e “China” (2018).

BLK JKS

Pronuncia-se black jacks. ;-)

Lindani Buthelezi, Mpumi Mcata, Molefi Makananise e Tshepang Ramoba já estavam juntos como banda desde 2000, mas foi quando o DJ norte-americano Diplo os “descobriu” durante uma turnê pela África do Sul que veio o sucesso. 

O som é uma mistura de rock, ska, kwaito, reggae e até jazz. Lindani canta a maior parte do tempo em inglês, mas sempre que consegue coloca um pouquinho de dialetos e línguas oficiais sul-africanas (como zulu e xhosa) nas letras. 

Por enquanto, o trabalho oficial lançado fisicamente é pouco: o álbum “After Robots” (2009) e os EPs “Mistery” (2009) e “Zol!” (2010). Mas eles estão por aí, tocando bastante e mantendo a popularidade entre seu público fiel.

The Plastics

Eles começaram como uma banda de punk, a Hoax, que em 2008 se transformou em algo menos pesado, mais “britânico” e com um nome mais singelo. 

A virada deu certo: naquele mesmo ano conseguiram um contrato e lançaram seu primeiro EP, “The Plastics”. Com o sucesso que conquistaram na cena noturna local, no ano seguinte veio o segundo EP, “Kiss The Plastics”.

E então Karl Rohloff, Sasha Righini, Emile van Dango e Pascal Righini caíram nas graças do produtor Gordon Raphael, que tem no currículo trabalhos com nomes como nada menos que The Strokes. Está bom para lançar o primeiro álbum de estúdio, né?

Seus álbuns são “Shark” (2010), “Pyramid” (2012) e “In Threes” (2015). Para definir seu som, o quarteto sugere as seguintes palavras: inovativo, Earl Grey (sim, o chá), guerrilha, disco-qualquer-coisa, rock retrô e melódico. Ouça e tire suas próprias conclusões sobre o que isso quer dizer. Spoiler: acaba fazendo sentido!

Fleshlyground

Esta é a banda que faz o rock mais africano da nossa lista. Às guitarras e bateria do rock, a Fleshlyground faz questão de acrescentar elementos de kwela – um ritmo tradicional na África do Sul –, folk africano, blues e jazz. O resultado é animado, para dançar como se ninguém estivesse olhando, e chamou a atenção até de Barack Obama: durante uma visita à Universidade da Cidade do Cabo em 2013, o então presidente dos EUA citou a Fleshlyground como “um exemplo de contribuição da cultura sul-africana para o mundo”. Uau!

São vários integrantes, e embora tenha gente do Zimbábue e de Moçambique na formação, a banda se considera sul-africana mesmo. Anote os nomes: Zolani Mahola, Simon Attwell, Peter Cohen, Kyla-Rose Smith, Julio Sigauque, Josh Hawks e Seredeal Scheepers.

Por enquanto, seus álbuns são “Jika Jika” (2003), “Nomvula” (2004), “Ma’ Cheri” (2007) e “Radio Africa” (2010).

 * Tipo Importação é um especial que, todo mês, vai apresentar o melhor da música de países não tão visados pelos brasileiros. Neste mês apresentaremos ritmos e artistas da África do Sul.   

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