Tipo Importação: entre eletrônica e pop, os sons que movem a cena noturna da Turquia
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Tipo Importação: entre eletrônica e pop, os sons que movem a cena noturna da Turquia

A noite da Turquia é agitada e forte. Em grandes cidades, como Istambul e Ancara, as baladas não deixam nada a desejar para as de São Paulo e do Rio de Janeiro, com muita gente nos bares e nas casas noturnas até o dia nascer. O som é um mix de música britânica e americana — com uma certa predileção para a feita na ilha da Rainha Elizabeth II — com o melhor da eletrônica e pop feita no país.

E a produção de música para divertir é imensa na Turquia. Vem conhecer o que é mais legal e com o que você vai se deparar se decidir curtir a noite turca.

Uma nova geração, mas com respeito às tradições locais

A tradição da música eletrônica turca vem lá dos anos 1950 e 1960, quando Bülent Arel era o rei da produção de artistas locais. Seu som próprio era um lance bem experimental e psicodélico, como dá para sacar no vídeo abaixo, e influencia os músicos turcos até hoje.


Ao mesmo tempo em que o anatolian rock cresceu nas rádios e na TV, a música eletrônica ganhou seu espaço na noite. Nos anos 1970, com um pezinho no trance, Ilhan Mimaroglu foi um nome de destaque por lá.

Depois de um período de baixa popularidade, saltamos para os anos 1990/começo dos anos 2000, quando público e novos músicos turcos redescobriram as vertentes eletrônicas que podem deixar uma noite bem mais animada.

Foi ali que despontaram a banda Baba Zula, que prima pela pegada forte de folk com a eletrônica de fundo, e o DJ Arkin Allen (codinome de Mercan Dede), que se aproxima mais da música eletrônica como a conhecemos, mas sempre com aquele som característico dos instrumentos turcos lado a lado com as batidas.

De lá para cá, a influência britânica na música eletrônica turca foi ficando cada vez mais forte. Um dos principais responsáveis por isso foi o DJ Gantz, que conseguiu extrapolar as fronteiras de seu país e faz sucesso no Reino Unido e na Nova Zelândia.


Cruzando o Oceano Atlântico, El Mahdy Jr é outro DJ (argelino, mas radicado em Istambul) que se destacou na night turca e acabou conquistando um público estrangeiro – neste caso, o norte-americano.

Em resumo, este é o caminho da música eletrônica na noite turca, e é a este som que você vai dançar quando for a uma balada por lá. Mas se sua vibe foi mais pop, a história é bem outra.

O pop na Turquia: comercial sim, muito dançante também

Há mais do que as divas pop da música turca na noite. Impulsionada pelo programa de TV “Turkstar” – uma edição local do “Pop Idol” –, em 2004, a produção pop cresceu demais por lá nos últimos anos.

Mulheres, homens e bandas resolveram colocar seu lado musical mais simples e divertido para fora e conquistaram o público rapidamente. Como acontece em qualquer lugar do mundo, o pessoal mais cabeça reclama que é uma música rasa, mas o público cativo não se importa com isso, não.

A grande estrela de hoje em dia é, sem dúvida, Aleyna Tilki. Fique com seu maior hit, “Sen Olsan Bari”:

Também se destaca Atiye, que nasceu na Alemanha, mas é radicada na Turquia. Ouça “Ya Habibi”, seu grande sucesso:

Entre os homens, Murat Boz é enorme por lá – além de ser um dos galãs da música turca.

Ismail YK vai na mesma linha e, assim como Atiye, é um alemão de ascendência turca que decidiu voltar ao país de origem de seus antepassados e brilhar por lá.

É diversão para todos os gostos, e as grandes baladas misturam pop e eletrônica ao longo da noite. Ninguém fica parado!

* Tipo Importação é um especial que, todo mês, vai apresentar o melhor da música de países não tão visados pelos brasileiros. Neste mês apresentaremos ritmos e artistas da Turquia.

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