Tipo Importação: Heavy metal da África do Sul combina peso com influências tribais
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Tipo Importação: Heavy metal da África do Sul combina peso com influências tribais

No início, tudo eram trevas – mas apenas no Reino Unido e nos EUA. De quando foi criado, nos anos 1960, para cá, o heavy metal ultrapassou as fronteiras de todos os continentes e desenvolveu características próprias em cada lugar em que conquistou espaço e público fiel. E, embora o comum seja pensar na Alemanha e em países escandinavos quando o assunto é metal fora do eixo, a África do Sul tem uma cena que merece destaque.

Por lá, ao peso tradicional de guitarras e bateria uniu-se um fundo tribal que torna o som único, inconfundível. Entre as principais bandas há uma variação entre power, trash, death e grindcore de qualidade. Venha com a gente para conhecer os quatro principais nomes do heavy metal sul-africano e ficar por dentro dessa história.

Strident

Subgênero: power metal

Na ativa desde 2008, o quinteto é formado por Deon van Heerden (vocal e guitarra), Christian Burgess (bateria), Pi Delport (baixo), Jo Ellis (baixo e guitarra) e Karin Pretorius (teclados). Apesar das letras épicas sobre batalhas e deuses nórdicos e do som pesadão, todos os integrantes são simpáticos e sorridentes no palco. Em seu site pessoal, Heerden explica que o objetivo deles é se divertir, “o que irrita a galera carrancuda de braços cruzados”.

Já lançaram dois álbuns (“Oath”, de 2010, e “When Gods Walked the Earth”, de 2016), dois singles (“Oblivion”, de 2014, e “Broforce Theme Song”, de 2015), além de terem produzido a trilha sonora completa do game Broforce. “Se você gosta de música épica, que conta história e nunca se leva muito a sério, somos a banda certa para você”, define o vocalista.

Infanteria

Subgênero: trash metal

Guerras, batalhas e morte são os assuntos preferidos das músicas da Infanteria, que também está na cena desde 2008. Depois de cinco dissidências, a formação atual é Chris Hall (vocal e guitarra), Adriano Rodrigues (que, apesar do nome brasileiro, é sul-africano – guitarra), Tim Leibbrandt (baixo) e Adrian Langeveld (bateria).

A banda é figurinha carimbada em festivais de metal, como o Metal4Africa SummerFest, o WinterFest e o RAMFest. Também representou a África do Sul no Wacken Open Air em 2013.

Seus álbuns são “Isolated Existence”, de 2013, e “Where Serpents Conquer”, de 2015, e o som passa por britânico com facilidade.

Contrast the Water

Subgênero: death metal

Formada em 2006 por Chase Drewett (vocal e baixo), Kris Xenopoulos (guitarra), Ryan Marais (guitarra) e Colin Jones (bateria), a Contrast the Water é uma banda mais politizada do que adoradora da escuridão, apesar do som pesadão e do vocal gravíssimo. Suas influências vão de Led Zeppelin a Cannibal Corpse e o som dá espaço ao groove sul-africano de vez em quando.

As letras das músicas falam sobre moral e consciência social, e seus integrantes disponibilizaram um álbum inteirinho para download gratuito: “Perseverance”, de 2011.

Bloodbeast

Subgênero: grindcore

Pelos idos de 2011, Werner Labuschagne (bateria), Van666 (vocal e guitarra), Andre ‘Gallasksie’ Diamond (vocal e guitarra) e Choroz Bileous (baixo) se uniram e formaram a Bloodbeast. Em 2013, um ano após o lançamento do primeiro álbum (“Bloodlust”), Van666 abandonou os colegas e a banda se tornou um trio.

O som é bem consistente e padrão, perfeito para quem curte grindcore tradicional. Há todo um cuidado com o visual, como dá para notar nos clipes. Diversão e headbang garantidos.

* Tipo Importação é um especial que, todo mês, vai apresentar o melhor da música de países não tão visados pelos brasileiros. Neste mês apresentaremos ritmos e artistas da África do Sul.

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