Tipo Importação: Kaleo, a banda islandesa com carinha e som de americana
Especial

Tipo Importação: Kaleo, a banda islandesa com carinha e som de americana

Nome: Kaleo

Membros: JJ Julius Son, David Antonsson, Daniel Kristjansson e Rubin Pollock

Gênero: indie rock com pitadas de blues e folk

Desde quando: 2012

Discografia: “Kaleo” (2013) e “A/B” (2016)

Tamanho nas redes sociais: YouTube – 631.276 inscritos; Deezer – 81.978 fãs; Facebook – 246.325 curtidas; Instagram - 190 mil seguidores; Twitter – 46,9 mil seguidores.

Eles começaram como tantos outros músicos: JJ, David, Daniel e Rubin eram melhores amigos de escola que se juntaram para tocar rock nas garagens das casas dos pais em uma cidade pequena (Mosfellsbær, no oeste da Islândia, com nove mil habitantes). Escolheram um nome em havaiano para a banda – Kaleo quer dizer "o som" (ka=o e leo=som) – e, com algumas músicas muito boas em mãos, em 2012 conseguiram uma vaga no Iceland Airwaves, o maior festival de música do país.

Dali, bastou uma música cair no gosto das rádios islandesas para alcançarem o sucesso nacional. Foi “Vor í Vaglaskógi”, que os levou a assinar um contrato com a maior gravadora da Islândia, a Sena. Esta é a única música em islandês que eles sempre fazem questão de tocar ao vivo, mesmo sabendo que pouca gente vai cantar junto. A melodia, de toda forma, é universal.

O álbum de estreia ganhou disco de ouro e rendeu uma turnê europeia. Ao mesmo tempo em que o quarteto percorria os países do Velho Continente, em 2014, o single “All the Pretty Girls” chegou a 87 milhões de streams no Spotify.

E sabe como é turnê: sempre tem alguém de olho nas novidades. Então lá foram eles, em 2015, assinar um contrato com a Atlantic Records, que os “transferiu” para Austin (Texas, EUA). A ascensão meteórica chamou a atenção da revista "Esquire", que listou Kaleo como uma das 40 bandas indispensáveis de 2015. “All the Pretty Girls” tocava sem parar e chegou ao nono lugar da parada independente da "Billboard".

Não é de se estranhar que o som da banda tenha se tornado mais americano. Isso ficou muito claro com o lançamento de “A/B”, em 2016 – que, embora seja o segundo oficial, é considerado por muitos o álbum de estreia do Kaleo, já que foi o primeiro pela gravadora americana.

As músicas são, em sua maioria, reedições daquelas que estavam em “Kaleo” – só “Hot Blood” e “Save Yourself” são inéditas –, mas com um toquezinho de rock mais comercial. “No Good” entrou na série “Vinyl”, da HBO, e um novo universo se abriu para a banda: o da TV.

Os caras da Kaleo apareceram nos talk shows de Jimmy Kimmel e Seth Meyers e tiveram músicas incluídas em “Orange Is The New Black”, “Suits”, “Grey’s Anatomy”, “Riverdale”, “The Leftovers”, “Supergirl”, “The Vampire Diaries” e “The Blacklist”, entre outras. O álbum estourou e chegou à 16ª posição na "Billboard" 200. Nada mau para quem estava nos EUA há pouco mais de um ano.

Os rolês pelo mundo começaram, enfim. De setembro de 2016 para cá, já tocaram em tudo que é canto nos EUA, bastante na Europa e até na Rússia. Vieram ao Brasil em março deste ano, como atração do Lollapalooza, e agradaram.

Hoje é seguro dizer que Kaleo é uma banda islandesa-americana, tamanha a identificação com a cena dos EUA. Embora JJ tenha declarado ao "Independent", do Reino Unido, que prefere ir para a Islândia para compor, porque “mesmo precisando viajar 300 dias por ano para fazer shows vale a pena voltar para casa para deixar a criatividade aflorar”, o som parece muito mais do sul dos EUA do que do norte da Europa, tranquilamente. Confira com seus próprios olhos e ouvidos em “Way Down We Go”:

A história da Kaleo está apenas dando os primeiros passos, mas a banda já tem tudo para ser lembrada por muito tempo como um dos nomes mais importantes da música nascida na Islândia. Com seu rock bluesístico, um fundinho de melancolia que atinge em cheio os corações apaixonados (ou machucados) e o vozeirão de JJ, não será muito difícil.

* Tipo Importação é um especial que, todo mês, vai apresentar o melhor da música de países não tão visados pelos brasileiros. Neste mês apresentaremos ritmos e artistas da Islândia.

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