Tipo Importação: Of Monsters and Men, a grande banda atual do rock islandês
Especial

Tipo Importação: Of Monsters and Men, a grande banda atual do rock islandês

Nome: Of Monsters and Men

Membros: Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar Þórhallsson, Brynjar Leifsson, Kristján Páll Kristjánsson e Arnar Rósenkranz Hilmarsson

Gênero: Indie rock com pitadas de folk

Desde quando: 2010

Discografia: My Head Is An Animal (2012) e Beneath the Skin (2015)

Tamanho nas redes sociais: YouTube - 1.057.476 inscritos; Deezer - 381.709 fãs; Facebook - 2.149.552 curtidas; Instagram - 272 mil seguidores; Twitter - 378 mil seguidores.

Se para você o nome Of Monsters and Men soa completamente desconhecido, saiba que é muito provável que já tenha ouvido alguma música da banda. Sim, porque não é preciso ter as faixas na playlist ou ir aos festivais em que os islandeses liderados por Nanna Bryndís Hilmarsdóttir costumam tocar para conhecer este rock com um temperinho de folk: ele está nas trilhas sonoras de filmes e séries de TV superpopulares.

Tudo começou em 2012, quando “Lakehouse” foi escolhida para o 21º episódio da oitava temporada de “Grey’s Anatomy”. Um ano depois, “Silhouettes” entrou em “Jogos Vorazes – Em Chamas” (2013). O auge da exposição televisiva veio em 2016, quando eles não só tocaram como fizeram participação especial no papel coletivo da banda de uma peça assistida por Arya Stark (Maisie Williams) em “Game of Thrones”.

Mas caso TV não seja sua praia e você realmente continue sem saber de que se trata Of Monsters and Men – que a partir de agora chamaremos de OMAM, como a própria banda usa em sua comunicação visual –, vamos resolver isto agora.

Pérola de reality show

A história do OMAM vem de 2010, ano em que o então sexteto foi o grande vencedor do “Músiktilraunir”, uma espécie de “The X Factor” local em que apenas grupos musicais podem competir. No país, foi o suficiente para a banda ficar MUITO popular. A missão, a partir daí, passou a ser gravar seu primeiro álbum.

“My Head Is an Animal” chegou ao mundo em 2012, depois de um processo de criação... mágico, digamos assim. “Nanna costuma ir a uma lagoa com seu violão para escrever nossas músicas. Ela coloca os dedos dos pés na água e deixa os peixes mordiscá-los enquanto isso”, disse o guitarrista Brynjar Leifsson ao “Guardian” na época do lançamento.

A aura mística se mantém nas composições conjuntas, mas ganha um toque festivo aqui, outro introspectivo ali. Ragnar Þórhallsson revelou ao jornal britânico que o método deles consiste em “contar contos de fadas uns para os outros em vez de escrever sobre a vida real”. A escolha do inglês como idioma oficial de suas letras foi prática. “O islandês é muito gutural, por isso funciona bem com metal. O inglês é melhor para nós”, explicou.

Tudo isso pode ser percebido nos hits do álbum de estreia, “Dirty Paws” e “Little Talks”, na televisiva “Lakehouse” (de que falamos anteriormente) e em outras faixas, como “King and Lionheart”, “Love Love Love” e “Yellow Light”, que fecha o disco e, oito minutos depois do que parece ser o fim, traz uma continuação surpresa de dois minutos de duração.

Um ano e meio de estrada e muitos festivais

Com base em “My Head Is an Animal”, a OMAM saiu em uma turnê beeem extensa pelo mundo: foram 18 meses de shows. Àquela altura, vale lembrar, eles eram um sexteto; mas, no meio das viagens, o pianista Árni Guðjónsson resolveu abandonar tudo para voltar para a Islândia e acabar a faculdade. A vida na estrada não é mesmo para todos, e tudo bem. Assim, a banda seguiu em frente como quinteto.

Foram apresentações avulsas e em enormes festivais, como Reading (Inglaterra), Lollapalooza (EUA), Lowlands (Holanda) e Lollapalooza Brasil. A passagem por aqui, aliás, é um dos pontos altos da carreira dos islandeses, que sempre gostam de dizer que o primeiro show deles no Brasil foi o melhor e com mais energia que já fizeram e que o público brasileiro é incrível.

Férias e volta em grande estilo

Com o fim da turnê, em setembro de 2013, os cinco integrantes remanescentes do OMAM resolveram tirar merecidas férias. Apenas o lançamento de “Silhouette”, para “Jogos Vorazes”, fez com que eles saíssem um pouco de casa, mas a distância de estúdios e palcos continuou por quase um ano. Claro que neste meio tempo eles estavam compondo novas músicas, mas com muita tranquilidade.

Já com status de banda internacional, em novembro de 2014 a OMAM entrou em estúdio, em Burbank, na Califórnia. Em março de 2015 foi anunciado o segundo álbum, “Beneath the Skin”, que teve lançamento oficial em 8 de junho.

O primeiro single, “Crystals”, é uma obra-prima potente que eleva a voz de Nanna a um nível ainda mais alto. “I Of the Storm” também merece destaque, assim como “Wolves Without Teeth” e “Human” (de cuja letra saiu o título do álbum).

A banda voltou ao Brasil em 2016, durante sua segunda turnê. Veio novamente para uma edição do Lollapalooza, e mais uma vez encantou e saiu daqui encantada. Em maio deste ano, postou nas redes sociais que estava entrando em estúdio para o álbum número 3. Aguardamos ansiosamente por este lançamento.


* Tipo Importação é um especial que, todo mês, vai apresentar o melhor da música de países não tão visados pelos brasileiros. Neste mês apresentaremos ritmos e artistas da Islândia.

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