Tiwa Savage, nigeriana que gravou com Beyoncé, cancela ida à África do Sul após ataques de xenofobia no país
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Tiwa Savage, nigeriana que gravou com Beyoncé, cancela ida à África do Sul após ataques de xenofobia no país

A cantora nigeriana Tiwa Savage, de 39 anos, cancelou sua participação no Delicious Festival, que aconteceria nos dias 21 e 22 setembro na África do Sul, por conta de ataques xenofóbicos contra pessoas nascidas em seu país. A artista, que ganhou projeção internacional com a participação no álbum "King Lion: The Gift", de Beyoncé, usou seu Twitter nessa quarta-feira (4) para informar os fãs sobre sua desistência. "Me recuso a ver a barbárie contra o meu povo na África do Sul", disse ela.

O anúncio veio logo após uma série de episódios preconceituosos contra artistas nigerianos que vivem na África do Sul acontecerem em Joanesburgo na última semana, como informou o site "Okay Africa". Entre as vítimas dos ataques, estão dois nigerianos que foram mortos.

Um rapper sul-africano chamado AKA fez alguns tweets considerados xenofóbicos no Twitter nesta terça-feira (3). Burna Boy, o artista de hip-hop do momento na Nigéria, prometeu "colocar as mãos" no moço da próxima vez que o encontrar e foi contundente."Já tive minha cota de incidentes xenófobos nas mãos de pessoas África do Sul. Não ponho os pés no país desde 2017. E nunca voltarei enquanto o governo sul-africano não acordar e fizer um milagre — porque realmente não sei como eles vão conseguir consertar isso."

Os organizadores do Delicious Festival falaram sobre o cancelamento de Tiwa no evento. "Estamos sabendo o tweet de Tiwa e estamos conversando com o empresário dela. Nosso festival é super inclusivo e estamos de portas abertas para todos, independente de onde são. Não toleramos nenhum tipo de discriminação. Nossa missão é que o festival seja inclusivo e um local seguro para todos", escreveram em um comunicado.

A cantora nigeriana Tiwa Savage, de 39 anos/Reprodução/Instagram
A cantora nigeriana Tiwa Savage, de 39 anos/Reprodução/Instagram

As ações de ódio contra imigrantes começaram a acontecer após um suposto traficante nigeriano atirar em um motorista de táxi sul-africano em Pretória, capital do país. As informações sobre o assassinato ainda não foram confirmadas pelo polícia nem pela mídia local.

Quem está à frente dos "protestos" são, justamente, taxistas irados com a situação. Eles acreditam que imigrantes chegam à África do Sul para "roubar seus empregos" e causar violência. Tanto artistas, quanto personalidades locais e o próprio presidente do país, Cyril Ramaphosa, condenaram os ataques.

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