Tony Levin, baixista de Peter Gabriel, fala sobre a vida de músico que trabalha à distância
Entretenimento

Tony Levin, baixista de Peter Gabriel, fala sobre a vida de músico que trabalha à distância

Muitos músicos estão aprendendo ou intensificando o trabalho de forma remota por causa do distanciamento social imposto pelo coronavírus. Situação que aparentemente não mudou muito a rotina de Tony Levin. O baixista, que faz sessões à distância desde os anos 2000, coleciona colaborações com artistas como King Crimson, Herbie Mann, Stevie Nicks, Paul Simon, Alice Cooper e David Bowie. Com Peter Gabriel, sua história é mais longa: está em sua banda desde a estreia solo em 1977.

"Eu relutei em começar a trabalhar de forma remota, já que eu gosto muito de estar no estúdio com outros músicos e ser influenciado pelo que eles estão tocando ao vivo. Mas como eu tinha a tecnologia, comecei a trabalhar dessa forma, mesmo sem muita empolgação no início", conta Tony Levin em entrevista ao "Ultimate Classic Rock".

Muitos músicos estão aprendendo ou intensificando o trabalho de forma remota por causa do distanciamento social imposto pelo coronavírus. Situação que aparentemente não mudou muito a rotina de Tony Levin. O baixista, que faz sessões à distância desde os anos 2000, coleciona colaborações com artistas como King Crimson, Herbie Mann, Stevie Nicks, Paul Simon, Alice Cooper e David Bowie. Com Peter Gabriel, sua história é mais longa: está em sua banda desde a estreia solo em 1977.

"Eu relutei em começar a trabalhar de forma remota, já que eu gosto muito de estar no estúdio com outros músicos e ser influenciado pelo que eles estão tocando ao vivo. Mas como eu tinha a tecnologia, comecei a trabalhar dessa forma, mesmo sem muita empolgação no início", conta Tony Levin em entrevista ao "Ultimate Classic Rock".

Tony Levin ao lado de Peter Gabriel, com quem toca desde os anos 1970. Foto: Getty Images
Tony Levin ao lado de Peter Gabriel, com quem toca desde os anos 1970. Foto: Getty Images
Tony Levin ao lado de Peter Gabriel, com quem toca desde os anos 1970. Foto: Getty Images
Tony Levin ao lado de Peter Gabriel, com quem toca desde os anos 1970. Foto: Getty Images

O músico foi percebendo as diferenças e descobrindo as formas de compensar sonoramente as gravações por estar fora do estúdio. "Eu realmente fiz muitos álbuns do meu estúdio em casa configurando os baixos da forma certa para obter o som que eu precisava e usando o amplificador certo", exemplifica. Uma das grandes vantagens que Tony viu nesse esquema à distância foi eu poder tocar com artistas que não têm condições de contratar um estúdio, viajar com músicos e reuni-los ao mesmo tempo. Os orçamentos são, obviamente, muito menores quando você faz ao menos trechos remotos. Isso funciona bem para alguém como eu, que realmente quer tocar boa música, não importa com quem seja", observa.

O baixista, que tem tempo que não se encontra com Peter Gabriel - "Talvez um ano desde que eu estive em Londres e ele me pediu para tocar em uma faixa", chuta - diz não ter notícias sobre um novo álbum do cantor. "Como qualquer fã, estou ansioso pelo que ele fará, mas não sei de nada", garante ele, que faz questão de dizer que trabalhar (e, por vezes, fazer dancinhas no palco) com Peter é "desafiador, engraçado e bobo".

É por esses hiatos em suas atividades principais que o baixista costuma aconselhar músicos a fazer seus próprios trabalhos solo. "Eu aprendi isso nos anos 1990, quando já tocava com muitas bandas mas nunca havia feito um álbum solo. Pode ser divertido ou não, mas depois que você lança o primeiro, percebe que o mundo não estava esperando por aquilo e você só precisa começar o próximo imediatamente. Eu sempre incentivo os músicos a gravar solo, mesmo que estejam ocupados com outras coisas porque, a longo prazo, é ótimo ter essa saída criativa", ensina ele, que é especialista em Chapman Stick (instrumento que mescla som de baixo e guitarra) e desenvolveu uma técnica chamada "funk fingers", assinaturas em seu estilo.

O músico foi percebendo as diferenças e descobrindo as formas de compensar sonoramente as gravações por estar fora do estúdio. "Eu realmente fiz muitos álbuns direto do meu estúdio em casa configurando os baixos da forma certa para obter o som que eu precisava e usando o amplificador certo", exemplifica. Uma das grandes vantagens que Tony viu nesse esquema à distância foi poder tocar com artistas que não têm condições de contratar um estúdio e pagar a viagem dos músicos para reuni-los ao mesmo tempo. Os orçamentos são, obviamente, muito menores quando você faz trechos remotos. Isso funciona bem para alguém como eu, que realmente quer tocar boa música, não importa com quem seja", observa.

O baixista, que tem tempo que não se encontra com Peter Gabriel — "Talvez um ano desde que eu estive em Londres e ele me pediu para tocar em uma faixa", chuta — diz não ter notícias sobre um novo álbum do cantor. "Como qualquer fã, estou ansioso pelo que ele fará, mas não sei de nada", garante ele, que faz questão de dizer que trabalhar com Peter é "desafiador", guardando os adjetivos "engraçado e bobo" para aquelas famosas dancinhas juntos no palco.

É por esses hiatos em suas atividades principais que o baixista costuma aconselhar músicos a fazer seus próprios trabalhos solo. "Eu aprendi isso nos anos 1990, quando já tocava com muitas bandas mas nunca havia feito um álbum solo. Pode ser divertido ou não, mas depois que você lança o primeiro, percebe que o mundo não estava esperando por aquilo e você só precisa começar o próximo imediatamente. Eu sempre incentivo os músicos a gravar solo, mesmo que estejam ocupados com outras coisas porque, a longo prazo, é ótimo ter essa saída criativa", ensina ele, que tornou-se especialista em Chapman Stick (instrumento com dez ou doze cordas capaz de fazer sons de baixo e guitarra) e desenvolveu uma técnica chamada "funk fingers", assinaturas em seu estilo.

Tony, que já lançou sete álbuns - o último foi "The Bucket List", em 2019 - diz que não importa se o músico tenha como atividade principal ser integrante de uma banda, o importante é que ele também se dedique, mesmo em menor escala, a essa produção individual. "Para mim, existem diferentes categorias no que faço. Minha favorita é estar no que chamo de 'banda'. Mas também faço o que chamo de 'projetos'. Você junta alguns caras que não estão em uma banda e faz um ou dois álbuns. Já fiz muitos projetos colaborativos e eles são ótimos e divertidos. Liquid Tension Experiment, Bruford Levin Upper Extremities, Bozzio Levin Stevens, Levin Torn White... só para citar alguns. Mas geralmente ficam em segundo lugar em relação à banda - no meu caso, Peter Gabriel, King Crimson, Stick Men e Levin Brothers, minha banda de jazz", cita.

Tantas atividades não deixam Tony com muito tempo para sua carreira solo mas, ao mesmo tempo, não o impede de escrever músicas. "Se as coisas ficarem lentas em outras frentes, isso irá para o topo da lista e será prioridade", avisa.

Tony, que já lançou sete álbuns — o último foi "The Bucket List", em 2019 — diz que não importa se o músico tenha como atividade principal ser integrante de uma banda, o importante é que ele também se dedique, mesmo em menor escala, a essa produção individual. "Para mim, existem diferentes categorias no que faço. Minha favorita é estar no que chamo de 'banda'. Mas também faço o que chamo de 'projetos'. Você junta alguns caras que não estão em uma banda e faz um ou dois álbuns. Já fiz muitos projetos colaborativos e eles são ótimos e divertidos. Liquid Tension Experiment, Bruford Levin Upper Extremities, Bozzio Levin Stevens, Levin Torn White... só para citar alguns. Mas geralmente ficam em segundo lugar em relação à banda — no meu caso, Peter Gabriel, King Crimson, Stick Men e Levin Brothers, minha banda de jazz", cita.

Tantas atividades não deixam Tony com muito tempo para sua carreira solo mas, ao mesmo tempo, não o impede de escrever músicas. "Se as coisas ficarem lentas em outras frentes, isso irá para o topo da lista e será prioridade", avisa.

Tags relacionadas:
Entretenimento

Relacionados

Canais Especiais

Ícone do FacebookÍcone do TwitterÍcone do InstagramÍcone do YoutubeÍcone do DeezerÍcone do SpotifyÍcone do Pinterest