Tudo Tanto: Liniker, Maria Gadú, Letrux, Xênia França e Luedji Luna brilham no espetáculo ‘Acorda Amor’
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Tudo Tanto: Liniker, Maria Gadú, Letrux, Xênia França e Luedji Luna brilham no espetáculo ‘Acorda Amor’

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Maria Gadú, Liniker, Luedji Luna, Letrux e Xênia França: cinco forças da nova música brasileira reúnem-se no palco para celebrar a resistência musical na história do Brasil. Assim é “Acorda Amor”, espetáculo idealizado pelo baterista Décio 7 e pela jornalista e apresentadora Roberta Martinelli, que teve cinco apresentações ao longo de 2018 e já começa 2019 com planos de crescer. 

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O espetáculo foi pensado originalmente como um baile de carnaval - ou pós-carnaval - para o início deste ano, quando o produtor Devanilson Furlan, do Sesc Pompeia (que morreu no meio de 2018), convidou o produtor e percussionista Décio 7 (do Bixiga 70) para idealizar um show com esta temática. Décio convidou Roberta, que logo mudou o tom da apresentação. “Fiquei pensando nas coisas do jeito que estão e achei estranho fazer um baile festivo, carnavalesco, alto astral, quando o mundo está assim”, me disse a apresentadora dos programas “Cultura Livre” (TV Cultura) e “Som a Pino” (Rádio Eldorado). “E perguntei: ‘por que a gente não fala sobre o que está acontecendo com o mundo e com o Brasil?’. Assim surgiu o ‘Acorda Amor’, a partir de pensar um baile que tenha um repertório com músicas que falem sobre as questões que estamos lidando hoje”.

A ideia foi vasculhar a história da música brasileira para levantar canções que lidem com temas como violência, racismo, homofobia e resistência política, processo que foi sendo feito à medida em que os dois idealizadores do espetáculo começavam a pensar em quem seriam os intérpretes. Eles não tinham nem um número, nem um formato fixo, e foram batendo agendas e convites até chegar nas cinco artistas que carregaram o nome daquela noite: Maria Gadú, Liniker, Luedji Luna, Letrux e Xênia França

“Racionalmente, quando olho o elenco hoje, vejo que é um elenco dos sonhos, que era isso que tinha de ser, cinco mulheres fortes da mesma geração, que estão bombando ao mesmo tempo”, continua Roberta, explicando que não tinham esses critérios definidos no início. “E elas se deram muito bem, funcionaram muito bem juntas. Não consigo nem mexer. No especial de fim de ano que fizemos para o meu programa, ‘Cultura Livre’, quando soubemos que a Gadú não poderia participar, a gente até cogitou chamar alguém para o lugar dela, mas no fim achamos melhor não. Antes de fecharmos o projeto, a gente não tinha definido que precisávamos de cinco mulheres, mas depois de feito, achamos que é claro que tinham de ser cinco mulheres”. Além das intérpretes, completam o projeto os músicos Décio 7 (na bateria), o baixista Fábio Sá (que toca com Gal Costa, Negro Leo e Ana Canãs), os guitarristas Guilherme Held (que tocou com Criolo e Lanny Gordin), Pipo Pegoraro (do Aláfia) e o percussionista Rômulo Nardes (também do Bixiga 70).

O repertório foi sendo escolhido com as próprias intérpretes, acatando inclusive sugestões delas: “Gente Aberta”, de Erasmo Carlos, “A Vida em seus Métodos Diz Calma”, de Di Melo, “O Quereres”, de Caetano Veloso, “Cinco Bombas Atômicas”, de Jorge Mautner, “Sujeito de Sorte”, de Belchior, “Não Adianta Chorar”, do Trio Mocotó, “Deixa Eu Dizer”, de Claudia, entre outras. Roberta tem suas favoritas: “Maria Gadú com ‘Triste Louca ou Má’, de Francisco El Hombre, deu muito certo, ela até cantou no Lollapalooza com eles e depois cantou de novo quando se apresentou no ‘Altas Horas’. A Letrux combinou com ‘Saúde’, de Rita Lee, Xênia com ‘Assumindo’, da Leci Brandão, fazendo uma coreografia com a Luedji, e Liniker cantando uma música que é um hino do ‘Acorda Amor’, ‘Flutua’, que ela gravou com Johnny Hooker”. 

Mas o repertório vai mudando, pois é um espetáculo vivo, que Roberta acredita que fica mais intenso à medida em que o clima fica mais pesado. Tanto que incluíram “Podres Poderes”, de Caetano, e trocaram “Andar com Fé” por “Extra” (ambas de Gilberto Gil) no show que fizeram no Circo Voador, no Rio de Janeiro, antes das eleições. 

Depois das cinco apresentações deste ano, a ideia é entrar em 2019 fazendo ainda mais shows e transformando o espetáculo em disco. “Eu lembro daquela lenda urbana em que o Paulo Autran e a Fernanda Montenegro se perguntam por que deveriam fazer uma peça juntos se sozinhos cada um deles lotaria o teatro. E é o mesmo caso no ‘Acorda Amor’: todas elas cinco lotam os shows delas sozinhas, mas elas gostam de estar juntas e entendem a força de estarem no mesmo palco”, completa Roberta.

Que venha 2019!

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