Tudo Tanto: ‘Tuda’, de Bárbara Eugenia, vai da introspecção à festa sem se perder
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Tudo Tanto: ‘Tuda’, de Bárbara Eugenia, vai da introspecção à festa sem se perder

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Bárbara Eugenia encara a noite e o sol ao mesmo tempo em seu novo disco. "Tuda", que tem show de lançamento nesta sexta-feira (29/03) no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, consolida a carreira da cantora carioca radicada em São Paulo que lança o quarto trabalho com seu próprio nome, entre a pista de dança e o autoconhecimento, entre o frugal e o profundo. 

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"'Tuda' tem música que escrevi desde o 'Frou Frou' (seu disco mais recente, de 2015) até faixa que fiz ano passado durante a turnê com o Tatá Aeroplano em Portugal", ela conta, recapitulando a criação do disco. "Fui juntando tudo que achava que tinha a ver com essa história e aí vieram Dustan (Gallas) e Clayton (Martin, coprodutores do disco ao lado da cantora) e gravamos tudo muito rápido". O disco respira ares noturnos ao mesmo tempo em que recebe raios de sol, indo da introspecção à festa sem parecer estar perdido – é um caminho aparentemente irregular que transparece natural à audição.

Reflexo de como ele foi feito, diz Bárbara. "O processo foi fluido e orgânico. Fizemos quase tudo entre nós", continua, antes de lembrar que o disco conta com várias participações, todas reunidas neste lento processo inicial: há uma música com Zeca Baleiro, outra com Filipe Cordeiro e participações de Tatá Aeroplano, Cris Botarelli (do Far from Alaska), Iara Rennó e do grupo argentino Onda Vaga, todos passeando entre latinidades e disco music, baladas pensativas e canções românticas numa mistura que parece definir a carreira de Bárbara.

"Tuda" é seu sexto álbum, se contarmos os discos que dividiu com o guitarrista do Hurtmold Fernando "Chankas" Cappi, no projeto "Aurora", em 2014, e com o cantor e compositor paulista Tatá Aeroplano, o "Vida Ventureira". "É uma progressão natural, pelos sons que tenho ouvido, por tudo que tenho vivido", continua a cantora.

O disco abre e fecha com duas saudações que demonstram o lado mais espiritualizado em que vive a cantora hoje. "As faixas de abertura e encerramento acho que colocam isso bem em evidência, onde eu peço licença e agradeço a oportunidade de fazer música", explica.

No show, Bárbara reúne os dois produtores Dustan e Clayton à tecladista Paola Lappicy e à baterista Bianca Bia, além de Rafa Castro na guitarra e ela mesmo tocando synth. O show será aberto pelo Pagu ("pedindo licença pra abrir os trabalhos!", comemora), bloco carnavalesco feminista criado pela cantora no ano passado e que cresceu ainda mais em 2019. "Eu nem era muito do carnaval quando comecei a cantar no Pagu, mas o negócio é tão maravilhoso, tão mágico! Hoje é uma das maiores alegrias da vida! E ele bem estampado no disco com a faixa 'Perfeitamente imperfeita' bem como com a própria abertura do disco", conclui.

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