Tupac Shakur e sua mãe, ex-militante dos Panteras Negras, são tema de nova minissérie documental
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Tupac Shakur e sua mãe, ex-militante dos Panteras Negras, são tema de nova minissérie documental

Tupac Shakur (1971-1996) e sua mãe, Afeni (1947-2016), serão tema da minissérie documental "Outlaw: The Saga of Afeni and Tupac Shakur", a ser exibida no canal de TV americano FX. O programa terá cinco episódios e será dirigido por Allen Hughes, o cara por trás de "The Defiant Ones", sobre o rapper e ex-membro do NWA Dr. Dre e o empresário Jimmy Iovine (disponível na Netflix). Ainda não há previsão de lançamento da atração.

No passado, Allen dirigiu clipes para Tupac e para o NWA, como apontou uma reportagem do "Pitchfork". Segundo o "Deadline", o cineasta teve acesso a uma série de documentos valiosos do rapper, morto a bala em 13 de setembro de 1996. Entre os itens, estão cadernos com letras nunca gravadas pelo artista.

A história de "Outlaw: The Saga of Afeni and Tupac Shakur" foi descrita pela emissora como um "retrato íntimo sobre a dupla de mãe e filho mais inspiradora e perigosa dos EUA". "A mensagem de liberdade, igualdade, perseguição e justiça que percorreu a vida dos dois está mais relevante do que nunca", disseram através de um comunicado.

Afeni Shakur, em abril de 1970, em Nova York, durante um comício dos Panteras Negras pela liberdade do grupo Panther 21/Getty Images
Afeni Shakur, em abril de 1970, em Nova York, durante um comício dos Panteras Negras pela liberdade do grupo Panther 21/Getty Images

A relação entre Tupac e sua mãe era muito intensa, como descreveu o rapper em sua música "Dear Mama" — ela inclusive aparece no clip —, de 1995. Afeni Shakur era uma mulher comprometida com a militância política e era filiada ao partido dos Panteras Negras. Por seu ativismo, ela foi presa e julgada pela corte americana enquanto estava grávida de Tupac.

Ela mudou o nome original do filho, Lesane, para homenagear Túpac Amaru (1545-1572), o último imperador inca, morto pelos espanhóis. Afeni também o inspirou desde cedo a ser um homem preocupado com a vida dos afro-americanos nos EUA. Tupac lutava contra o racismo através de suas letras e sua postura social.

Nos anos 1990, Afeni estava tratando o vício em drogas quando seu filho foi morto. Depois disso, ela criou a Fundação Tupac Shakur, destinada a ajudar jovens e crianças a ingressarem no mundo das artes. Ela dirigiu a organização até 2016, quando faleceu.

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