'West End Girls' é eleita o melhor hit #1 britânico de todos os tempos - e ganha nova versão dos Pet Shop Boys
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'West End Girls' é eleita o melhor hit #1 britânico de todos os tempos - e ganha nova versão dos Pet Shop Boys

Escrita no início de 1983, "West End Girls", do Pet Shop Boys, foi eleita o melhor hit número 1 das paradas britânicas de todos os tempos. "É sobre a cidade à noite. É sobre sexo. É paranoico", define o cantor Neil Tennant, que divulgou, ao lado do parceiro, o tecladista Chris Lowe, uma nova versão de "quarentena" essa semana nas redes sociais.

Uma primeira versão de "West End Girls" foi lançada em 1984. Tornou-se um pequeno sucesso nos Estados Unidos em clubes e rádios estudantis e em Ibiza, mas fracassou na Inglaterra. Com um novo empresário, a dupla britânica de synth-pop trabalhou com o produtor americano Stephen Hague para dar à música sua forma final imponente. A dupla participou, no domingo (31/5) do "Smithsonian´s Projetc Pride" e aproveitou para apresentar mais uma versão do sucesso, chamada “New Lockdown Version”.

"Tom Watkins nos contratou como seu primeiro cliente de gerenciamento de música e conseguiu um acordo com a EMI. E assim, gravamos novamente 'West End Girls' com Stephen. Dissemos que queríamos algo cinematográfico e realmente começa como um filme noir com alguém andando pela rua. O acorde entra, é bastante sinistro. Você pode sentir a escuridão. Passamos uma semana no Advision Studios e no final tivemos essa versão muito mais suave", conta Neil ao "The Guardian".

A original, mais áspera e mais apropriada para um clube do que um eventual sucesso pop, foi gravada em Nova York com o guru da discoteca Bobby Orlando. No remake, Stephen diminui o ritmo e inseriu os vocais femininos, mantendo a sensação geral, mas acrescentando um brilho pop. No final, ambos os produtores acertaram com a música, como concorda Neil: "A anterior, com Bobby O, foi um grande registro, e nos perguntávamos se essa nova gravação também seria. Bom, gradualmente se tornou um sucesso na Grã-Bretanha e depois foi meio que fácil", conta.

Lançadas em um intervalo de pouco mais de um ano, Neil diz que o significado não mudou nas duas versões, apesar de terem sido lançadas em cenários diferentes. "Primeiro saiu no auge do Culture Club, Frankie Goes To Hollywood, Spandau Ballet, Duran Duran. Nós tínhamos uma faixa dançante em Nova York e isso era uma coisa incrível. Havia pessoas lá que pensavam que fazíamos parte da cena local, o que era muito emocionante. Quando a segunda versão saiu, estávamos na Inglaterra, gravamos a música em Londres, era um disco pop britânico. Os Pet Shop Boys pegaram o início da próxima onda pop, que foi a de que a dance music se tornaria pop, então nosso timing foi perfeito com a segunda versão", analisa.

Sobre a música ser escolhida como o maior hit número 1 da Grã-Bretanha, Neil diz que preferia "Good Vibrations", dos Beach Boys. "Mas é algo muito subjetivo e eu vejo 'West End Girls' como uma gravação que carrega muitas outras junto. Na verdade, foi escrita para ser um rap, com uma paisagem sonora sombria. É sobre a cidade à noite. É sobre meninos e meninas se encontrarem para se divertir e, presumivelmente, se relacionar. É sobre sexo. É paranoico. Ao mesmo tempo, sua mensagem é 'vamos dançar nas ruas, fugir para a cidade à noite, ter prazer", conta.

O single, 36 anos depois, ainda pulsa com uma ambiguidade sedutora; mesclando a emoção exata dos acordes e batimentos abruptos de Chris e das observações irônicas de Neil, que cita "The Message", do Grandmaster Flash, como a principal influência nos versos, também inspirados em "The Waste Land", do poeta e dramaturgo inglês TS Eliot. Ele garante que a música surgiu de forma completamente instintiva. "Foi escrita no início de 83. Eu costumava receber discos de Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa (na época, ele trabalhava na revista 'Smash Hits'). Um dia, eu assisti um filme de Jimmy Cagney e, antes de dormir, as linhas de abertura surgiram na minha cabeça, então acendi a luz e as escrevi. Dias depois entramos no estúdio e eu disse a Chris: 'Eu escrevi esse rap!'. Com um pouco de vergonha, eu mostrei e, felizmente, eles ficaram levemente impressionados", lembra.

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