Will Smith, o rapper boa gente, segue caminho de sucesso com 'Bad Boys Para Sempre'
Na Trilha do LEÃO

Will Smith, o rapper boa gente, segue caminho de sucesso com 'Bad Boys Para Sempre'

Apesar de muito popular — foi chamado pela revista “Newsweek”, em 2007, de ‘o mais poderoso ator em Hollywood’ —, faz tempo que Will Smith não emplacava um filme realmente de sucesso. Os seus dois recentes, “Projeto Gemini” (de Ang Lee) e a animação “Um Espião Animal”, fizeram água. Até que veio “Bad Boys Para Sempre” (em cartaz), continuação tardia da série “Bad Boys” (o terceiro, em 25 anos), que estourou nas bilheterias internacionais, e fez Will sorrir novamente. Tanto que um quarto capítulo já está sendo elaborado.

O primeiro, lançado no Brasil como “Os Bad Boys” (estreia na direção de Michael Bay, diretor que virou sinônimo de filmes de ação exagerados), teve a trilha marcada com a música homônima da banda de reggae jamaicana Inner Circle. Fez tanto sucesso, que é impossível lembrar do filme sem lembrar dela. Contudo, a música, de 1987, foi usada anteriormente como o indefectível tema de abertura do reality show “Cops”.

Will Smith, o gente boa que já foi indicado para cinco Globos de Ouro, dois Oscars e ganhou quatro Grammys, voltou a trilhar o sucesso. Embora sua carreira não tenha começado realmente como ator. O camarada, batizado de Willard Carroll Smith Jr, iniciou carreira, nos anos 80, como rapper. E, seu nome artístico era The Fresh Prince (apelido que usa até hoje). Fazia dupla com o DJ Jazzy Jeff. Junto com Jeff, ganhou os gramofones dourados em 1988 e 1992 (na categoria ‘melhor performance rap de grupo ou dupla’), embora a dupla nunca tenha alcançado um sucesso além do mediano. Will fez mais sucesso na série de TV “The Fresh Prince of Bel-Air’ (aqui, “Um Maluco no Pedaço”).

Will Smith nos tempos de jovem rapper, com o DJ Jazzy Jeff (à direita)/Getty
Will Smith nos tempos de jovem rapper, com o DJ Jazzy Jeff (à direita)/Getty

Já solo, Smith realmente arrebentou como rapper, a bordo do sucesso da música-título do sci-fi “Men in Black” (“Homens de Preto”, 1997), que usava samples do suingante hit disco de Patrice Rushen (“Forget Me Nots”, de 1982, que tem entre seus autores ninguém menos do que Lionel Richie!), com raps de Will. Com esta, ganhou o terceiro Grammy (agora, solo), em 1998. O quarto, veio no ano seguinte, com a contagiante “Gettin' Jiggly With It”, que também usava samples de outro hit disco, “The Greatest Dancer” (1979), das Sisters Sledge, cuja guitarrinha bacana é do Nile Rodgers/Chic.

Voltando aos filmes “Bad Boys”: como são passados em Miami, eles sempre trouxeram nas trilhas hits urbanos (raps e latin hip-hop). Na do primeiro, estão nomes como 2Pac, Warren G, The Notorious B.I.G. e Ini Kamoze, com a viajandona “Call The Police”, produzida pela duplinha jamaicana do barulho Sly & Robbie. Mas nada do Will Smith. Na trilha do segundo filme (feito com mais grana), o time é ainda mais robusto: tem desde Jay-Z e Beyoncé, passando por Snoop Dogg, Diddy (que já foi Puff Daddy e P. Diddy), Mary J. Blige, Justin Timberlake e uma reprise remixada do tema “Bad Boys”, do Inner Circle.

No filme atual, que mostra a dupla mais para old boys (e até brincam com isso lá), há um molho mais caliente e latino do que nos anteriores, que vai do rei da salsa Tito Puente ao rapper de ascendência cubana Pitbull, passando por Run The Jewels, Buju Banton, Santana, Jennifer Lopez (com o DJ Khaled, que faz ponta no filme) e uma versão século 21 para “Rhythm of The Night”, da Corona (nada a ver com a cerveja e o vírus). Will Smith continua de fora da trilha. Mas, seu filho, Jaden Smith, está lá numa faixa. E, claro, mais uma vez, os caras do Inner Circle, que vão viver para sempre dos direitos autorais dos filmes com os Bad Boys.

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